Brisa investe 2,5 milhões em biodiversidade nos próximos 5 anos


 

Lusa / AO online   Economia   12 de Nov de 2007, 16:43

A Brisa - Auto-estradas de Portugal vai investir 2,5 milhões de euros nos próximos três a cinco anos em programas de biodiversidade, disse o presidente do conselho de administração da concessionária.
"A Brisa está envolvida num conjunto de programas [de biodiversidade] onde vai investir, nos próximos 3 a 5 anos, um montante acima dos 2,5 milhões de euros", disse Vasco de Mello aos jornalistas, à margem da conferência Business & Biodiversity, no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia.

Vasco de Mello justificou que este investimento é feito na medida em que a Brisa tem impactos negativos na biodiversidade, pelo que considera que é da sua responsabilidade tentar, não só, minimizar esses impactos e integrá-los nos seus planos de negócio, como também criar programas onde possa vir a compensar os impactos negativos que tem na biodiversidade.

Para o presidente da Brisa, os empresários e as empresas portuguesas estão conscientes do desafio que representa a biodiversidade.

"Há uma grande adesão dos empresários e das empresas portuguesas a esse tema, que representa investimento e compromissos, mas penso que tem havido uma resposta muito positiva”, afirmou.

Além dos 2,5 milhões de euros de investimento previstos para programas de biodiversidade, a Brisa prevê investir mais perto de 2,5 milhões de euros em acções de divulgação e promoção dos referidos projectos, disse à agência Lusa fonte da Brisa.

Esta verba não é referida como investimento em biodiversidade porque vai depender dos resultados e da concretização dos projectos, adiantou a mesma fonte.

Durante a sua intervenção na conferência Business & Biodiversity, João Vasco de Mello salientou alguns dos projectos que a Brisa vai desenvolver entre 2007 e 2012, entre os quais o projecto EVOA (Espaço de Visitação e Observação de Aves) que, em parceria com a Companhia das Lezírias, visa criar uma área para a visita e observação de aves na zona da Ponta da Erva na Reserva Natural do Estuário do Tejo.

Novas soluções de engenharia para preservar a biodiversidade nas infra-estruturas, em parceria com a Associação Portuguesa de Engenharia Natural, e o desenvolvimento de sistemas que compensem a fragmentação dos habitates naturais quando são construídas auto-estradas, em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, são outros dois projectos da Brisa.

Com estes projectos, a Brisa espera contribuir para a melhoria do desempenho da conservação da biodiversidade e para a minimização do impacto das suas actividades na fauna e flora, salientou Vasco de Mello.

“A Brisa acredita que a acção de conservação deve ser levada para os locais onde as pessoas trabalham e vivem, e é uma actividade que deve ocupar espaço social”, concluiu Vasco de Mello.
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