Política

Berta Cabral pede "prudência" na polémica das dívidas

Berta Cabral pede "prudência" na polémica das dívidas

 

Lusa/AO online   Regional   17 de Set de 2011, 14:14

A presidente do PSD/Açores escusou-se hoje a comentar o problema das contas da Madeira de uma forma isolada, recordando que “ainda não está identificada” a situação nos Açores, pelo que considerou ser necessária alguma prudência.

“Infelizmente, o País está nesta situação, não apenas a Madeira, mas todo o País, em que há um conjunto de situações que vão sendo detetadas à medida que a ‘troika’ faz levantamentos exaustivos às contas”, afirmou Berta Cabral, para quem “a Madeira não é exceção, integra-se no que foi o comportamento que se verificou no País nos últimos anos”. A líder regional do PSD/Açores, que falava aos jornalistas em Ponta Delgada, defendeu que “o mais importante é identificar com clareza e transparência a situação em que o País se encontra”, numa análise que inclui Portugal continental, a Madeira e os Açores, salientando que ainda não está identificada a situação nos Açores. “É preciso ter alguma prudência. Vamos aguardar o levantamento da situação em Portugal Continental, nos Açores e na Madeira e depois, no conjunto, encontrar uma solução para o País”, frisou. Para Berta Cabral, “é fundamental saber rigorosamente com o que se conta. Sabemos que a situação é má, mas isso não chega. É preciso fazer o ponto de situação, encontrar soluções e definir uma estratégia para sair daqui”. A presidente do PSD/Açores considerou ainda que “não se deve isolar a Madeira” nesta questão, alegando que a região “está em vésperas de campanha eleitoral e pode haver uma certa especulação em volta desta situação”. O Instituto Nacional de Estatística e o Banco de Portugal acusaram a Administração Regional da Madeira de ter omitido informação relativa às suas contas públicas, que consideram “grave” e da qual não têm conhecimento de casos similares. Por essa razão, o Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal concluíram que o défice orçamental de Portugal de 2008, 2009 e 2010 terá de ser revisto em alta devido a um buraco nas contas da Madeira descoberto apenas nas últimas semanas. Em causa estão encargos que não foram registados e Acordos para Regularização de Dívidas que não foram reportados às duas entidades, responsáveis por apurar as contas nacionais.


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