Os ‘encarnados’, comandados por Marcel Matz, conseguiram o triunfo no Centro Cultural de Viana do Castelo pelos parciais de 25-21, 25-19 e 25-18, batendo os açorianos, treinados por Nuno Abrantes.
Os três ‘sets’ do jogo tiveram toada similar, com o Benfica a chegar, mais tarde ou mais cedo, a uma vantagem de mais de dois pontos para não mais largar, e no primeiro parcial isso começou logo com um 4-0 inaugural.
O brasileiro Raphael Oliveira esteve em destaque, a ampliar a vantagem, e os ‘encarnados’ faziam-se valer também do bloco, com marcações alinhadas, perante um conjunto da ilha Terceira que arriscava, sobretudo no serviço, sem sucesso.
Depois de fechado com 25-21, o ‘set’ seguinte abriu com bom jogo de bloco do Fonte do Bastardo, que foi conseguindo vários ‘side out’ importantes para se manter no jogo, ainda que as ‘águias’ fossem segurando uma vantagem e gerindo o parcial a seu bel prazer, com os dois opostos, ‘Rapha’ e Hugo Gaspar, em destaque, a finalizar boas distribuições de Tiago Violas.
No terceiro ‘set’, e a jogar para se manterem na final, e evitar nova derrota depois do 3-1 sofrido no mesmo pavilhão em 2022, os açorianos entraram melhor (4-2), mas o Benfica ‘virou’, para 7-5, com nova reviravolta no marcador até um empate a 13.
Daí, foram trocando ponto atrás de ponto, em igualdades sucessivas até ao 17-17, sempre com os lisboetas na frente, até que os terceirenses conseguiram o 18-17, que não seguraram.
Os benfiquistas aproveitaram, depois, o ‘lanço’ e, chegados ao 20-18, forçaram o ‘colapso’ do conjunto do arquipélago dos Açores, que ‘desligou’ e não voltou a pontuar, vendo consagrar-se o Benfica, mais consistente e confortável na gestão do placar durante toda a partida.
Do lado dos açorianos, que bateram o Castêlo da Maia (3-0) num jogo que começou pelas 22:30 de sábado após passarem dias a tentar viajar para o continente, impedidos pelo mau tempo na Terceira, fica o ‘amargo’ de duas finais seguidas perdidas para o Benfica, a de hoje em condições invulgares, pouco depois de caírem nas meias-finais da Taça Challenge e pouco antes do arranque dos play-offs do campeonato.
Seria a segunda Taça do palmarés, depois de 2012/13, mas foi antes a 20.ª das ‘águias’, que eliminaram o Sporting (3-1) nas ‘meias’ e cujo domínio do voleibol português se confirma pelos vários títulos, com a oitava Taça desde 2010, a terceira sob o comando de Marcel Matz.
Vinte troféus mais ninguém tem, nem chega perto, com o Sporting de Espinho a somar 'apenas' 12 cetros, tendo os 'encarnados' mais do triplo de todos os restantes campeões da Taça.
O melhor pontuador do encontro foi o venezuelano Edson González, com 17, incluindo dois ases, tentando manter o Fonte do Bastardo no encontro, como os cinco pontos conseguidos no bloco por Marcão.
Do lado das ‘águias’, mais fortes no coletivo, ‘brilharam’ Rapha (três ases) e o capitão Hugo Gaspar, com 14 pontos, liderando a partida nas alturas, com o líbero Ivo Casas a registar uma excelente partida no capítulo da receção.
A atenção do voleibol nacional vira-se agora para os play-offs dos campeonatos masculino e feminino, depois das duas ‘final four’ em Viana do Castelo, que coroaram Sporting, no feminino, e o Benfica, no masculino.
