BE elogia avisos de Marcelo contra “extrema-direita” mas demarca-se das suas soluçõe


 

Lusa/AO Online   Nacional   2 de Jan de 2019, 08:47

O Bloco de Esquerda elogiou hoje a oportunidade dos avisos deixados pelo Presidente da República sobre os perigos da extrema-direita, mas demarcou-se das soluções políticas por si preconizadas, considerando que as políticas europeias diminuem o país.

Estas posições foram transmitidas à agência Lusa pelo fundador e dirigente do Bloco de Esquerda Luís Fazenda, em reação à mensagem de Ano Novo do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa.

"O Presidente da República chamou a atenção para a necessidade de um combate largo contra a extrema-direita, que pretende destruir o regime democrático. Fazer esse combate largo fundado no Estado de Direito, no pluralismo político, na cidadania é um ponto importantíssimo nos dias de hoje - afinal de contas é o espelho dos bolsonaros [uma referência ao novo Presidente do Barsil] que se verte sobre esse mundo de conflitos", salientou Luís Fazenda.

De acordo com Luís Fazenda, o Bloco de Esquerda também "sublinha que a mensagem do Presidente da República tenha contido referências muito expressivas sobre as desigualdades, a pobreza e a indignidade".

"Mas assinalamos a contradição entre a vontade de querer mudar essas situações negativas no país e depois encorajar e recomendar vivamente uma maior integração europeia. As políticas da União Europeia têm vindo a agravar todas as desigualdades e a incapacitar o país na senda do desenvolvimento, diminuindo-o", sustentou o dirigente do Bloco de Esquerda.

Ou seja, na perspetiva de Luís Fazenda, na mensagem do Presidente da República "a solução não coincide com o diagnóstico".

"Nesse sentido, o Bloco de Esquerda irá confrontar-se abertamente com todas as outras opiniões nas próximas eleições europeias e para a Assembleia da República. Aliás, o Presidente da República íntima a que todos os partidos o façam. Nós fá-lo-emos", indicou.

Luís Fazenda afirmou, nesse contexto, que as bandeiras do Bloco de Esquerda passarão por "retomar os direitos do trabalho, reforçar os serviços públicos e salvar o Serviço Nacional de Saúde".

"Não deixaremos de combater por estes objetivos em todas as eleições com grande grau de exigência e clareza na formulação das propostas políticas", acrescentou.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.