O partido adiantou em comunicado que o deputado António Lima entregou um requerimento no parlamento regional onde pergunta ao executivo de coligação se o projeto “Hora do Conto”, na Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, “vai continuar a ser dinamizado por pessoas com experiência ou formação específica” e sobre “restrições e cortes orçamentais nos Serviços de Desenvolvimento Cultural da Direção Regional da Cultura”.
Segundo o BE açoriano, depois de ter sido tornado público que “podia estar iminente o fim ou suspensão” da iniciativa “Hora do Conto”, por razões orçamentais, a secretária regional da Educação, Cultura e Desporto “esclareceu que o programa iria continuar, mas que passaria a ser dinamizado pelos trabalhadores” da Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo.
O partido considera que a tipologia da atividade “exige alguém com experiência profissional ou formação específica em disciplinas como pedagogia, literatura ou expressão dramática”.
“Captar e manter o interesse e entusiasmo dos participantes, bem como promover o caráter educativo, cultural e lúdico da atividade são condições necessárias para cumprir os objetivos da mesma e só se conseguem com formação ou experiência”, referiu.
No requerimento, o deputado António Lima pergunta se o projeto “Hora do Conto” “irá manter-se, quais as alterações que serão introduzidas e qual a experiência ou formação específica que terão os dinamizadores do projeto”.
No entanto, o Bloco tem outra preocupação, tendo em conta que “notícias posteriores dão nota da possibilidade de existirem restrições orçamentais nos serviços externos, que poderão vir a afetar esta e outras atividades” da Direção Regional da Cultura.
Assim, o BE quer que o Governo Regional esclareça “se vão existir cortes ou restrições orçamentais nos Serviços de Desenvolvimento Cultural da Direção Regional da Cultura, nomeadamente nos oito museus de ilha, no Ecomuseu do Corvo, no Centro Arquipélago de Artes Contemporâneas, no Centro do Património Móvel e Imaterial e Arqueológico e nas três Bibliotecas Regionais”.
Caso se confirme a existência de cortes orçamentais, o Bloco “quer saber que serviços serão afetados, em que montantes e quais as soluções adotadas para garantir a continuidade e a previsibilidade das atividades face a estas restrições orçamentais”.
