Açoriano Oriental
BE/Açores quer fixar profissionais de saúde nas ilhas mais pequenas da região

O BE/Açores alertou esta sexta feira para a necessidade de se criarem medidas de incentivo à fixação de profissionais de saúde nas ilhas mais pequenas do arquipélago e de se ter uma segunda equipa de busca e salvamento na região.

BE/Açores quer fixar profissionais de saúde nas ilhas mais pequenas da região

Autor: AO Online/ Lusa

De visita à ilha das Flores, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda no parlamento açoriano, António Lima, afirmou que “há uma grande necessidade de fixação de profissionais de saúde, de estabilização desses mesmos quadros, e de atração, sobretudo de médicos, fixando pessoas nos quadros, dando estabilidade à Unidade de Saúde de Ilha e à saúde dos florentinos”.

O deputado falava à Lusa, por via telefónica, depois de se ter reunido com a direção da Unidade de Saúde de Ilha das Flores.

Na altura, referiu que o partido está “a trabalhar no sentido de criar esses incentivos”, que devem privilegiar as ilhas onde é mais difícil a fixação de quadros profissionais, uma medida que deverá constar do programa eleitoral que o partido se prepara para apresentar durante o mês de setembro.

António Lima lembrou ainda que, há quatro anos, antes das anteriores eleições, o PS tinha prometido, em campanha, uma segunda tripulação de busca e salvamento para os Açores.

O bloquista reconhece que “essa é uma responsabilidade do Governo da República,” mas considera que “o Governo Regional e a região não podem ficar alheios”.

“A saúde tem de estar em primeiro lugar, mas esse ‘slogan’ não pode ser apenas um discurso, tem de se refletir e tem de se concretizar na prática. E concretizar na prática é, rapidamente e de uma vez por todas, colocar nos Açores a segunda tripulação porque tem uma importância fundamental para ilhas como as Flores”, prosseguiu.

Também a retoma das consultas de especialidade e procedimentos médicos, como rastreios, que ficaram suspensos devido à pandemia de covid-19 mereceram a atenção do deputado, que insiste na urgência da retoma.

“Esse trabalho é urgentíssimo e exige recursos, organização, e exige investimento”, afirmou, lembrando que “foi aprovado um orçamento suplementar com esse objetivo: para recuperar aquilo que não foi possível fazer devido à covid-19”.

Numa ilha onde, até ao momento, se registou apenas um caso durante todo o surto pandémico, António Lima evidenciou que “o desconfinamento está a ser e pode ser feito a várias velocidades e com medidas diferenciadas”, mas reforça que “é preciso é que essas medidas, sejam restritivas ou de aliviar restrições, sejam explicadas, bem comunicadas, e que tenham uma base credível técnica e científica”.

O parlamentar destacou, ainda, que, “nesta fase, há algum desnorte por parte da Autoridade de Saúde com avanços e recuos em determinadas medidas” e considerou que “as pessoas têm de perceber muito bem o porquê de cada medida que é aplicada e de cada decisão, senão o que acontece é que perdem a confiança nas autoridades de saúde”.


 
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