BE/Açores diz que o principal desafio do PS é combater o "caciquismo"

BE/Açores diz que o principal desafio do PS é combater o "caciquismo"

 

Lusa/Ao online   Regional   16 de Set de 2018, 16:20

O deputado do Bloco de Esquerda/Açores Paulo Mendes defendeu este domingo que o principal desafio do PS na região é combater o “caciquismo”, alegando que o partido que está no poder não pode ser uma “plataforma para arranjar emprego”.

“Convém distinguir aqui o que são medidas que potenciam a criação genuína de emprego daquilo que são medidas que, porventura, possam perpetuar não só a precariedade entre os jovens, mas também uma certa colagem ao Partido Socialista por parte dos jovens e menos jovens, só porque é também uma plataforma para arranjar emprego”, adiantou, em declarações aos jornalistas.

Paulo Mendes, que representou o BE na cerimónia de encerramento do XVII Congresso Regional do Partido Socialista dos Açores, na Praia da Vitória, na ilha Terceira, reagia ao discurso do líder regional do PS, Vasco Cordeiro, que anunciou medidas de promoção do emprego junto dos jovens.

Para o dirigente do BE, o PS, que está no poder há 22 anos nos Açores, tem de “combater o caciquismo que se instalou na região” e que “contribui em grande parte para fortalecer e reforçar as maiorias absolutas que se vão perpetuando”.

Paulo Mendes disse também ter algumas reservas sobre a proposta de descentralização de competências do Governo Regional para o poder local.

“Quando se começam a delegar competências, como, por exemplo, critérios no âmbito da ação social escolar, estamos aqui mais uma vez, de certa forma encapotadamente, a reforçar formas de caciquismo local, quem sabe para fazer dos caciques locais uma espécie de juízes sobre quem terá acesso à ação social escolar”, frisou.

Durante três dias, 345 delegados socialistas das nove ilhas dos Açores reuniram-se na Praia da Vitória para debater moções e eleger os órgãos regionais do partido.

Vasco Cordeiro, que é presidente do Governo Regional dos Açores desde 2012, foi reeleito para um terceiro mandato como presidente do PS/Açores em junho, com 97,89% de votos a favor.

A moção de orientação global “Pelos Açores, com os açorianos”, que apresentou no congresso, foi aprovada por unanimidade.




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