Na sequência de uma reunião com a mesa do Conselho de Ilha das Flores, em Santa Cruz das Flores, o dirigente bloquista considerou que “a sustentabilidade futura depende muito do que se fizer hoje para atrair e fixar população na ilha”.
Sinalizou, citado em comunicado, a necessidade de medidas que melhorem o acesso a serviços públicos essenciais como a saúde e a educação, a par do acesso à habitação e melhor abastecimento de mercadorias à ilha.
António Lima destacou duas medidas que o BE/Açores tem levado ao parlamento e que “seriam muito importantes para melhorar a vida dos florentinos”, como a criação de um apoio aos professores deslocados que permita compensar os custos com deslocações e habitação, a par da aplicação de incentivos à fixação de profissionais de saúde.
O dirigente salvaguardou a necessidade de um “aumento significativo do parque habitacional público, para aumentar a oferta e regular os preços”, por via da regulação do mercado do alojamento local “para evitar excesso de oferta em cada freguesia e a criação de apoios à conversão destes em habitação com renda a preço acessível”.
O Bloco, por outro lado, considerou que “a ilha não pode ficar refém de uma empresa privada [no transporte marítimo] que, não tendo concorrência nos concursos públicos, pode praticar o preço que quiser”.
Daí defender que o Governo dos Açores “deve preparar as condições para que a Atlânticoline possa apresentar-se num próximo concurso para o abastecimento de mercadorias para as Flores, gerando uma situação de concorrência, que irá contribuir para um melhor serviço, com um preço mais justo”.
