Presidência UE

Barroso defende fortalecimento das instituições comunitárias


 

Lusa/ AO   Nacional   23 de Out de 2007, 09:53

José Manuel Durão Barroso defendeu hoje em Estrasburgo que o novo Tratado de Lisboa irá "fortalecer" as instituições comunitárias, recusando a ideia de que a Comissão Europeia, a que preside, saia enfraquecida.
"Penso que este Tratado fortalece as instituições europeias e não as enfraquece", disse o presidente da Comissão Europeia durante o debate no Parlamento Europeu sobre os resultados da Cimeira de Lisboa de 18 e 19 de Outubro.

    No entanto, Durão Barroso, que fez uma intervenção perante os eurodeputados logo a seguir à do presidente do Conselho Europeu, José Sócrates, reconheceu que durante as negociações do novo tratado "houve algumas tentativas para reduzir e enfraquecer as competências da Comissão Europeia".

    "Não há integração europeia sem instituições fortes", sublinhou.

    Durão Barroso fez uma "homenagem sincera" ao trabalho desenvolvido pela presidência portuguesa e em particular à "liderança determinada" de José Sócrates que permitiu o sucesso da Cimeira de Lisboa.

    Para o presidente da Comissão Europeia, a Cimeira de Lisboa mostrou que a Europa está "unida" e "solidária" depois de seis anos de discussão sobre a reforma das suas instituições.

    "O Tratado de Lisboa é o primeiro de uma UE alargada", sublinhou Durão Barroso.

    O facto do compromisso ter sido alcançado em Lisboa, sob presidência portuguesa, também significou para Barroso que "de alguma forma Portugal agradece à Europa o que a Europa fez por Portugal".

    O presidente do chamado executivo comunitário recordou que os 27 têm "novos desafios", os cidadãos europeus querem "resultados" e que a partir de agora, com o novo Tratado, haverá uma "melhor capacidade de agir".

    Os chefes de Estado e de Governo da UE reunidos em Lisboa quinta e sexta-feira chegaram a acordo sobre o Tratado Reformador que ficará para a história como o Tratado de Lisboa.

    O compromisso alcançado era a principal prioridade definida por Lisboa que pela terceira vez assume a presidência da UE desde que aderiu em 1986.
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