Esta nova infraestrutura vem reforçar a capacidade da Região para conhecer, monitorizar e proteger o oceano, lê-se na nota de imprensa publicada no Portal do Governo.
José Manuel Bolieiro considera que esta “é uma infraestrutura científica estratégica, concebida para servir uma das maiores áreas marítimas da Europa e para reforçar a capacidade de conhecer, monitorizar e proteger o oceano”, lê-se.
O Azores Ocean representa um investimento próximo dos 30 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da Componente C10 - Mar.
De acordo com a nota, “o Azores Ocean integra o investimento do Cluster do Mar dos Açores e apresenta, no conjunto do navio, equipamentos científicos e um veículo submarino operado remotamente”.
O navio tem cerca de 46 metros de cumprimento, propulsão diesel-elétrica e capacidade para fazer operações científicas multidisciplinares até grandes profundidades. “O navio está equipado com sistemas avançados de batimetria, sonar, acústica submarina, monitorização ambiental e investigação do mar profundo”, acrescenta a nota.
A operação do navio resulta também de uma parceria entre o Governo Regional dos Açores e a Marinha Portuguesa, que assegura a guarnição, o comando e a operação da embarcação, enquanto a Região garante a respetiva sustentação logística, administrativa e científica.
Na cerimónia, esteve presente a oceanógrafa norte-americana Sylvia Earle, madrinha do Azores Ocean.
Por agora, o Azores Ocean está ainda na fase final de treino e aprontamento, sendo que a primeira missão está prevista a partir de 12 de outubro.
Capitão-de-fragata já está nomeado
O cargo de Capitão-de-fragata foi assumido pelo Oficial da Marinha Pedro Vieira. Na cerimónia declarou que “ser Comandante de um navio é o ponto mais alto da carreira operacional de qualquer Oficial da Marinha”, lê-se na nota de imprensa enviada pela Marinha.
“Mar chão e ventos de feição para o Azores Ocean” são os votos da Marinha Portuguesa para o novo navio de investigação dos Açores.
