Secretaria da Saúde rejeita acusações do PS/Açores e garante transparência

A secretária regional da Saúde, Mónica Seidi, rejeitou acusações do PS/Açores de falta de transparência e garantiu que o Governo açoriano está a ultimar os dados sobre deslocações de profissionais de saúde



O PS/Açores tinha alertado para a falta de resposta do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) a um requerimento apresentado em julho, a solicitar informação sobre os custos das deslocações de profissionais de saúde entre ilhas e os valores pagos a prestadores externos.

Em declarações à agência Lusa, a secretária regional da Saúde e Segurança Social justificou o atraso com a necessidade de agregar informação proveniente das instituições de saúde e garantiu que falta apenas "receber dados do Hospital da Horta", na ilha do Faial.

“A Secretaria Regional da Saúde e o Governo não se revêm nas acusações feitas pelo deputado Carlos Silva. Não é verdade. O Governo não esconde dados. Efetivamente há um atraso na resposta, porque são solicitados dados que têm de ser pedidos às instituições”, sublinhou Mónica Seidi.

O processo de "agregação da informação solicitada está em curso" e os dados “quase todos apurados”, vincou ainda a titular da pasta da Saúde nos Açores.

No requerimento, o PS/Açores solicitava ao Governo Regional informação sobre os valores pagos a profissionais externos aos quadros, o número de profissionais em regime de deslocação e os montantes anuais despendidos desde 2024.

O PS pretende também apurar quantas vagas (procedimentos concursais) foram abertas para admissão de profissionais de saúde nos três hospitais da região desde 2024.

Neste sentido, Mónica Seidi adiantou alguns dos dados já apurados, nomeadamente no que diz respeito aos procedimentos concursais.

Segundo a secretária regional, “há um aumento dos procedimentos concursais", sendo que "desde 2023 e até finais de 2025 foram lançados 250 procedimentos concursais".

Relativamente às deslocações de profissionais de saúde entre ilhas, Mónica Seidi destacou que a política do Governo Regional tem sido “manter os utentes do Serviço Regional de Saúde em ilhas sem hospital, preservando o seu conforto” e privilegiando a deslocação dos profissionais.

Mónica Seidi referiu que o número de deslocações de profissionais das ilhas com hospital para as ilhas sem hospital "tem aumentado" de "forma sustentada".

“Em 2023 foram 370 deslocações de profissionais das ilhas com hospital a ilhas sem hospital. Em 2024, houve um total de 426 deslocações e, em 2025, foram 454 deslocações”, revelou à Lusa.

Mónica Seidi defendeu que esta política permite preservar o conforto dos utentes e acrescentou que o Governo tem também investido na instalação de equipamentos nas ilhas sem hospital, procurando reduzir a necessidade de deslocações dos doentes.

"Vamos continuar a privilegiar esta forma sempre que seja possível, evitando que os doentes saiam da sua ilha. Também recorrendo sempre que possível à telemedicina", reforçou Mónica Seidi.

A secretária regional da Saúde considerou ainda que "é de lamentar" a acusação de "falta de transparência" feita pelo PS.

“Se não tivesse solicitado a resposta às instituições não teria esta informação já agregada”, reforçou.


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