Autarca da Praia da Vitória alerta para "desrespeito pelos esforços diplomáticos"

Autarca da Praia da Vitória alerta para "desrespeito pelos esforços diplomáticos"

 

Lusa/AO online   Regional   20 de Dez de 2013, 15:26

O presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, alertou para o "desrespeito" do comando norte-americano na Base das Lajes pelos esforços diplomáticos no sentido de travar a redução militar.

"Já foi comunicado que a partir do próximo verão o Governo americano deixa de comparticipar o arrendamento de casas fora da base", revelou, em declarações, acusando o comando de "desrespeito pelos esforços diplomáticos".

O Orçamento da Defesa norte-americana, aprovado na quinta-feira à noite, prevê que a estrutura atual da Base das Lajes seja mantida até que seja feito um "levantamento específico da eficácia" da base.

Roberto Monteiro considerou que a medida pode "dar tempo" às entidades que têm feito lóbi sobre a administração norte-americana, mas sublinhou a necessidade de "estancar" as medidas do comando militar norte-americano na Base das Lajes.

O autarca disse temer que estas "pequenas conquistas" iludam os portugueses, salientando que o impacto da redução militar na Base das Lajes não se limita ao despedimento de trabalhadores, estando também em causa empregos indiretos e a aquisição de bens e serviços na ilha Terceira.

Em agosto, as comissões de serviços do efetivo norte-americano na base passaram de dois para um ano e os militares deixaram de ser transferidos com familiares, o que abalou o mercado de arrendamento de casas na ilha Terceira.

Com o fim da comparticipação do arrendamento fora da Base das Lajes podem estar em risco mais cerca de duas dezenas de arrendamentos, segundo Roberto Monteiro.

Para o autarca, o adiamento agora conseguido é fruto do lóbi que tem sido feito pelos lusodescendentes com origens açorianas nos Estados Unidos e pelo embaixador português.

Roberto Monteiro considerou que o lóbi deve agora estar focado na procura de medidas de mitigação do impacto para a ilha Terceira da redução prevista.

Por sua vez, o presidente da comissão representativa dos trabalhadores portugueses na Base das Lajes, João Ormonde, salientou que "não está a ser discutida uma alteração ao plano em si", mas o adiamento permite ganhar tempo na tentativa de travar o processo.

Para João Ormonde, o relatório militar, sem o qual a redução não avança, "nunca poderá desmerecer a Base das Lajes", mas "pode apontar para soluções diferentes".

Nesse sentido, independentemente do relatório, o presidente da comissão considerou necessário que Portugal assegure os postos de trabalho como contrapartidas pela utilização da base portuguesa.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.