Droga

Aumenta produção "caseira" e procura de tratamento para problemas com cannabis

Aumenta produção "caseira" e procura de tratamento para problemas com cannabis

 

Lusa/AO online   Nacional   15 de Nov de 2012, 08:54

A cannabis é a droga mais popular na Europa, onde aumenta a produção caseira e a procura de tratamento para problemas relacionados com o uso, destacou esta quinta-feira o Observatório Europeu para a Droga e Toxicodependência no seu relatório anual.

No documento divulgado hoje em Lisboa, o OEDT indica que os números de consumo estão “estáveis” mas “historicamente elevados”: 23 milhões de europeus terão consumido cannabis no último ano, ou seja, 6,8 por cento da população entre os 15 e os 64 anos.

Ao todo, estima-se que mais de 80 milhões de europeus já tenham consumido cannabis.

Destes, 12 milhões terão consumido no último mês. Quando se olha para os jovens de 15-16 anos, Portugal está abaixo da média europeia de 20 % de prevalência de consumo, ou seja, de jovens que afirmaram ter consumido cannabis.

Portugal está entre os países com prevalência de uso mais baixa entre os jovens dos 15 aos 24 anos (15,1%)

De acordo com números de 2010, a cannabis era a droga principal para um quarto das pessoas em tratamento por problemas com estupefacientes, ou seja, cerca de 108.000 pessoas, 25 % do total em tratamento. Em 2005, este número era de 73 mil pessoas.

Entre os consumidores de cannabis que procuram tratamento, feito principalmente em regime de ambulatório, a média de idades é de 25 anos.

A cannabis é mesmo a segunda droga mais referida pelos consumidores em tratamento, a seguir à heroína.

Além da dependência - potenciada pela maior presença da substância psicoativa THC -, os efeitos para a saúde do consumo de cannabis incluem "náusea, diminuição de coordenação e desempenho, ansiedade e sintomas psicóticos", sintomas mais comuns em pessoas que consomem pela primeira vez.

No ano passado, mais de metade dos países europeus tinha programas específicos de tratamento para a dependência de cannabis, quando em 2008, apenas um terço dispunha dessa oferta.

Em Portugal, no entanto, os peritos contactados pelo OEDT comunicaram que esses programas só estavam disponíveis para uma minoria dos consumidores necessitados.

O número de apreensões de cannabis herbal tem vindo a aumentar desde 2005, com cerca de 382 mil registadas em 2010 contra 358 mil de resina de cannabis, conhecida como haxixe.

Esta tendência já tinha sido assinalada pelo Observatório num relatório deste ano, que destacava que a Europa estava a tornar-se um grande mercado de cannabis herbal cultivada em território europeu.


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