Açoriano Oriental
Atividades económicas ligadas ao mar são aposta para os próximos quatro anos

O desenvolvimento de atividades económicas ligadas ao mar é a grande aposta do Governo para os próximos quatro anos nesta área, afirmou em Faro o ministro do Mar.

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Foto: TIAGO PETINGA/LUSA
Autor: Lusa/AO Online

Ricardo Serrão Santos disse que na lista de prioridades estão as “energias renováveis azuis” - produzidas a partir de bases no mar ou da energia dos oceanos -, a aquacultura, onde as “algas são uma produção de futuro e pouco impacto nas alterações climáticas” e as áreas marinhas protegidas.

O governante que falou aos jornalistas à margem de uma conferência na Universidade do Algarve sobre o “stress” dos oceanos, considerou que Portugal tem um desafio que é o de contribuir “para a governação dos oceanos a nível global”.

As pescas são igualmente uma preocupação de Ricardo Serrão Santos, essencialmente a sua sustentabilidade, daí o destaque dado à “criação do programa das redes de áreas marinhas protegidas”, mas sempre procurando compatibilizar “o melhor conhecimento científico com sustentabilidade das comunidades pesqueiras”, essencial para gestão das quotas de pesca, que tem sido um assunto delicado em todos os governos.

Questionado sobre a contestação dos pescadores que acusam o governo de gerir as pescas apenas para cumprir orientações de Bruxelas, o ministro discordou, afirmando que “muitas das recomendações para esta área” são feitas pelo Conselho Internacional para as Pescas dos Oceanos, onde são os países quem marca presença e não Bruxelas.

“Nesta matéria são tidas em conta as contribuições dos nossos cientistas”, sublinhou.

Ricardo Serrão Santos acrescentou que as comunidades piscatórias fazem parte da “economia e da cultura portuguesa”, por isso, as questões da gestão das quotas “são sempre dialogadas com o setor”, defendendo a continuação das compensações, “até porque, se a sustentabilidade dos recursos é importante, também o é o das comunidades piscatórias”.

No rescaldo do estudo apresentado sobre a produção de investigação marinha que coloca Portugal, nomeadamente as universidades do Algarve e dos Açores no topo dessa lista, o antigo responsável pelo Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores destacou que vai continuar a ser uma aposta do país.

A conferência internacional das Nações Unidas que vai decorrer em Portugal em 2020 e a presidência portuguesa do Conselho Europeu em 2021, são, segundo o ministro, oportunidades para que o país contribua para a gestão partilhada do oceano global, essenciais para que continue “a dar cartas e orientar as políticas globais do mar, para além das nacionais”.


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