Associação quer acções articuladas para a saúde

Associação quer acções articuladas para a saúde

 

Carmo Rodeia   Regional   16 de Dez de 2008, 10:16

A criação de um observatório regional e a concertação estratégica de medidas preventivas que concorram para a promoção e protecção da saúde nos Açores são os dois desafios que a Associação para a Promoção e Protecção da Saúde nos Açores  (APPSA) pretende desenvolver.

A criação de uma rede de escolas e municípios saudáveis é a meta concreta  mais próxima.
Constituída por elementos representativos de várias profissões, entre os quais se destacam médicos e enfermeiros, a APPSA, que hoje é apresentada publicamente, quer assumir-se como um parceiro privilegiado dos decisores políticos.
“Estamos disponíveis para o debate, temos ‘know-how’ técnico e queremos intervir na definição de melhores políticas, sobretudo ao nível da prevenção”, diz Mário Freitas, um dos membros fundadores da Associação e delegado de saúde da Lagoa.
A motivação é clara e tem objectivos precisos: tão importante como pensar na doença é necessário investir na sua prevenção. E isso faz-se junto da família, das escolas e na vida em sociedade.
“Não podemos estar à espera que, paternalisticamente, o Estado disponibilize os meios todos, além de que a saúde não é um problema de médicos”, assegura.
A APPSA já tem um plano de trabalho a cumprir e elegeu as escolas e os municípios como interlocutores prioritários.
“A área da saúde pública está centralizada nas autarquias”, remata Mário Freitas, pois são as autarquias que controlam e monitorizam a qualidade da água, desenvolvem mecanismos de protecção civil, garantem o estado de conservação das escolas, zelam pela manutenção da qualidade dos espaços públicos, etc.
“As autarquias são fundamentais”, por isso é que “defendemos a criação de uma rede de autarquias saudáveis”.
O conceito já existe no continente. Integram esta rede 15 municípios. As Regiões Autónomas estão de fora.
“Julgo que seria importante inverter isto e talvez criar mesmo a rede regional de concelhos saudáveis e ilhas saudáveis”, conclui.
O reforço dos programas de promoção de estilos de vida saudáveis (já em curso)  e de promoção da saúde ocupacional são dois passos concretos “que vão além do diagnóstico”, diz o médico, que juntamente com uma vasta equipa técnica se disponibiliza para  “fazer o diagnóstico, equacionar a terapia e curar” a doença crónica em que vive a sociedade.
Tratar a doença é muito mais caro do que preveni-la, mas para isso  “ninguém se pode demitir”.
A APPSA, agora constituída, conta com sete membros eleitos na direcção e mais quatro elementos nomeados: dois a indicar pela Secretaria da Saúde (um de meio hospitalar e outro representativo dos centros de saúde), um em representação da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores e outro em representação dos empresários.


Educar para a saúde prevenindo a doença

A Associação para a Promoção e Protecção da Saúde, nos Açores, tem um programa de acção para 2009, equacionando já para este ano a  realização do Congresso Açoriano de Saúde. Além disso organizará as suas actividades através de trimestres temáticos. O primeiro é sobre saúde pública;  depois haverá um debate sobre o papel das autarquias e saúde; o terceiro será sobre higiene alimentar e o  último trimestre  será sobre saúde escolar, coincidindo a sua realização com o início do ano lectivo de 2009/2010. Estes encontros/debate produzirão “conclusões reflexivas” que para além do diagnóstico equacionarão um conjunto de propostas concretas para ultrapassar os problemas que venham a ser identificados. Tudo em nome da  melhoria dos indicadores de saúde da Região.

 


 

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