Artesã quer usar meloa de Santa Maria, para fazer sabonetes

Artesã quer usar meloa de Santa Maria, para fazer sabonetes

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Dez de 2013, 09:52

A artesã Gabriela Barata tenciona lançar em 2014 uma nova gama de sabonetes recorrendo à meloa certificada de Santa Maria, nos Açores, diversificando a sua linha de cosméticos naturais feitos com argila, pedra pomos e mel local.

“Vou lançar no verão uma nova gama, utilizando a meloa e o limão tangerino de Santa Maria. O sabonete vai incorporar os dois”, adiantou à Lusa Gabriela Barata, que começou há dois anos a produzir cosmética natural a partir de produtos marienses como passatempo.

A artesã, que é professora de educação física e massagista em Santa Maria, dispõe já de uma gama de sete sabonetes caseiros diferentes, que são vendidos numa loja em Vila do Porto, em feiras e através de encomendas na rede social Facebook.

Apesar de ainda não ter testado “o próximo desafio”, Gabriela Barata revelou que já comprou óleos essenciais de limão e meloa, tendo congelado, entretanto, o sumo da meloa de Santa Maria e do limão deste verão, para quando chegar a altura ter todos os ingredientes necessários.

A meloa de Santa Maria foi oficialmente reconhecida como produto de Identificação Geográfica Protegida (IGP) em setembro, tornando-se a sexta certificação desta natureza a ser obtida para produtos agroalimentares dos Açores.

Por ano, a artesã tem capacidade para produzir cerca de 300 sabonetes, sendo o fabrico totalmente caseiro e feito individualmente.

“De glicerina tenho quatro [sabonetes]. Utilizo mel, pedra pomos, argila e aloe vera de Santa Maria. Agora estou a iniciar uma nova gama, que são os de azeite”, afirmou Gabriela Barata, acrescentando que o fabrico destes últimos “é mais complicado”, pois implica “uma reação química com soda cáustica e esperar um mês para que fique curado”.

Gabriela Barata, que também produz cremes, sais de banho e óleos de massagens, adiantou que com todos estes produtos naturais não visa “o lucro pelo lucro”, mas sim contribuir para divulgar e promover a ilha de Santa Maria, onde escolheu viver.

“Não sou de cá, mas já me sinto filha adotiva. Foi essa a ideia quando vim viver para Santa Maria por opção. Foi ajudar com os meus conhecimentos e trabalho e tem sido essa a minha meta”, disse a artesã, que cresceu num meio ligado à cosmética, já que o pai era farmacêutico.


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