Incêndios

Área ardida reduz um terço este ano face a 2007

Área ardida reduz um terço este ano face a 2007

 

Lusa/AOonline   Nacional   6 de Out de 2008, 10:55

A área ardida em Portugal entre 1 de Janeiro e 30 de Setembro reduziu um terço relativamente ao mesmo período do ano passado, segundo os dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN).
O relatório provisório, disponível no site da AFN (ex-Direcção-Geral dos Recursos Florestais), refere que entre 01 de Janeiro e 30 de Setembro deste ano arderam 12.861 hectares (ha), entre povoamentos (4.395) e matos (8.466), o que representa uma diminuição de 32,2 por cento face a período idêntico do ano passado, quando arderam 18.986 ha.

    Os dados indicam que o número de ocorrências aumentou ligeiramente este ano. No mesmo período registaram-se 10.922 ocorrências, 1.944 incêndios florestais e 8.978 fogachos, mais 616 do que em 2007.

    Os maiores valores de área ardida, até ao fim do Setembro, verificaram-se nos distritos da Guarda (2.046 ha) e Bragança (1.779 ha).

    A Guarda também foi um dos distritos onde se registou o maior número de incêndios florestais, com 267 ocorrências, além de Vila Real, com 302.

    Porto e Viseu são os dois distritos mais afectados por fogachos, com 1.875 e 1.036 registos, respectivamente.

    Nos meses de Junho, Agosto e Setembro, período considerado mais crítico em incêndios florestais, conhecido por fase "Charlie", arderam 8.381 hectares e ocorreram 6.625 ocorrências, segundo o relatório provisório.

    Comparativamente com Julho, Agosto e Setembro do ano passado, este ano a área ardida diminuiu cerca de metade, enquanto o número de ocorrências foi relativamente idêntico.

    De acordo com os dados, Agosto foi o mês com o maior número de ocorrências (2.782) e de área ardida (3.573 ha), seguindo-se Julho em ocorrências (2.089) e Setembro em área ardida (2.929).

    A AFN refere que "da análise mensal do total de ocorrências entre Janeiro e Setembro de 2008, verifica-se que nos primeiros quatro meses os valores se aproximam dos valores médios dos últimos dez anos", enquanto que nos meses seguintes registaram-se "valores substancialmente inferiores à média".

    As maiores "discrepâncias" registam-se, de forma crescente, entre Julho e Setembro, quando ocorreram menos 2.769 ocorrências do que a média dos últimos 10 anos e arderam menos 18.033 hectares, adianta a AFN, sublinhando que os meses de Julho e Agosto "destacam-se com uma diferença muito expressiva de área ardida" relativamente à média.

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