Açoriano Oriental
António Pedroso critica inação do Governo Regional

O deputado do PSD/Açores eleito por São Jorge, António Pedroso, elencou os incumprimentos do Governo Regional na ilha.

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Foto: PSD/A
Autor: Susete Rodrigues/AO Online

“Durante quatro anos foram orçamentados milhões para remodelar o Centro de Saúde das Velas, e nada foi feito", disse, citado em comunicado, para sublinhar que os jorgenses “continuam à espera das consultas de especialidade ou de cirurgias e, quando finalmente as tem confirmadas, veem-se impossibilitados de lá chegar por falta de lugares no avião”.


“Durante cinco anos, o governo socialista disse que o centro de processamento de resíduos seria a solução ideal para o melhor ambiente de São Jorge”, mas “apesar dos milhões gastos, o resultado é uma lixeira com teto, repleta de amontoados de lixo em putrefação. Enquanto isso, proliferam lixeiras ilegais a céu aberto”, acrescentou o deputado.


Quanto ao porto do Topo, “uma obra prometida há 20 anos e orçamentada há 5 anos, foi finalmente iniciada. Mas o governo vai gastar mais de 6 milhões e o porto só terá a profundidade de uma piscina”.


António Pedroso frisa que a população do Topo “merece um porto que não seja só para semirrígidos, marítimo-turísticas ou barcos de boca aberta. E sendo um porto de pescas teria de ter capacidade de receber um atuneiro”.


Assim, “parece reduzida a perspetiva de retomar a histórica ligação marítima à Ilha Terceira, agora com fins turísticos, que fica aniquilada por 2 metros e vinte de cota“, criticou.


Também o porto das Velas, “que tinha tudo para ser uma excelente infraestrutura, peca por ter só menos 8 metros de cota”, reforça.


“Depois de 23 anos de orçamentos e milhões apresentados e pouco executados, vemos a economia do sector cooperativo dependente de subsídios e de avales do governo, porque 23 planos e orçamentos não foram capazes de garantir o pagamento justo do preço do leite ao produtor”, avança António Pedroso.


O mesmo acontece com a indústria conserveira, “que está à venda com um passivo de mais de 14 milhões, com parca sustentabilidade e pouco futuro estável a mais de uma centena de trabalhadores”.


Finalmente construídas foram “as duas 'megas' escolas, com graves problemas de construção na escola da Calheta, mas sem uma política capaz de fixar os jovens na sua ilha, quando a população de São Jorge decresceu na última década cerca de 10%”, refere.


No tocante às acessibilidades, “e apesar de um maior número de frequências, tem sido quase impossível garantir a mobilidade dos doentes ou de quem nos visita” lembra também o parlamentar.


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