O líder do Chega, André Ventura, quer explicações do primeiro-ministro,
Luís Montenegro, relativamente às alterações efetuadas nas tabelas de
retenção do IRS e acusou o Governo da República de potenciar “uma
fraude” que enganou os portugueses.
“Gostava de exigir ao governo uma explicação sobre isso. Não podemos estar a enganar as pessoas. O que aconteceu em matéria de IRS foi uma fraude. Foi uma fraude”, referiu o presidente do Chega aos jornalistas.
André Ventura falava durante uma arruada no centro histórico de Ponta Delgada, onde esteve com cerca de três dezenas de militantes. Na ocasião, o líder do Chega admitiu não ter encontrado “ninguém que diga que está melhor do que há um ano atrás” e criticou a “carga fiscal histórica” existente quer com o atual governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM, quer com o anterior governo socialista, liderado por António Costa.
“Percebe-se agora porque é que os níveis de carga fiscal continuam historicamente elevados, porque havia um governo que ia tirar diretamente e há um que finge que não tira, mas vai tirar. E vai tirar ainda mais”, acrescentou o presidente do Chega.
Depois de conquistar um deputado pelos Açores há um ano, o Chega quer mais açorianos a viajar à Assembleia da República, sendo que ao passar por uma loja de malas, os militantes mostraram estar de bom humor face à sua bagagem.
Por sua vez, o candidato do Chega/Açores às próximas eleições legislativas de 18 de maio, Francisco Lima, reforçou a “proximidade” do partido junto da população.
“Nós aparecemos todo o ano, andamos em todo o lado, trazemos assuntos que são incómodos e que por vezes os outros partidos não gostam”, sublinhou, acrescentando que o Chega já apresentou o seu programa eleitoral.
Nesse sentido, criticou os restantes partidos, indicando que “não vê propostas” e as que vê “muitas são repetições de mentiras e absurdos”.
“Somos um partido populista, porque estamos junto do povo. Os outros muitas vezes apostam em hipocrisia política, em vir só na altura das eleições e prometer tudo a todos, nós não fazemos isso. Temos essa forma de fazer política junto das pessoas”, realçou.
O atual parlamentar regional
afirmou ainda que espera que os açorianos votem em maior número no
Chega, face às últimas legislativas, e tendo em consideração o atual
panorama político.
