Pequim 2008

Amnistia Internacional faz cinco propostas pelos direitos humanos ao Presidente da China

A um mês da inauguração dos Jogos Olímpicos, a Amnistia Internacional divulgou uma carta aberta ao Presidente da China, Hu Jintao na qual faz cinco propostas para melhorar a situação dos direitos humanos naquele país.


 "Acredito que satisfazer estes cinco pontos fará muito para que se recordem estes Jogos não só como um progresso desportivo mas igualmente no terreno dos direitos humanos", escreve a secretária-geral da Amnistia Internacional, Irene Khan, na carta divulgada na noite de segunda para terça-feira na capital britânica.

    Irene Khan apela a Hu Jintao para "libertar todos os prisioneiros de opinião, impedir a polícia de proceder a detenções arbitrárias de signatários de petições, tornar pública a totalidade das estatísticas sobre a pena de morte e pôr em prática uma moratória sobre as execuções".

    A líder da Amnistia Internacional reclama igualmente que Pequim proporcione "uma liberdade total" aos média e preste contas sobre "todos os que foram mortos ou detidos na sequência das manifestações de Março no Tibete".

    A Amnistia Internacional, escreve Irene Kahn, reconhece "os esforços" do Governo chinês em matéria de direitos do homem, considerando-se "encorajada pelo progresso aparente criado pela redução do recurso à pena de morte".

    Irene Kahn lamenta, no entanto, "o efeito negativo que teve a preparação dos Jogos em alguns domínios dos direitos do homem", citando a perseguição a militantes dos direitos do homem e a "limpeza" de Pequim através do recurso acrescido à "reeducação pelo trabalho".
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