Novo aeroporto internacional de Lisboa

Alcochete permite crescimento do tráfego


 

Lusa / AO online   Nacional   31 de Out de 2007, 15:01

A construção do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete permitirá responder às expectativas de crescimento do tráfego aéreo e assegurará o desenvolvimento "eficiente e territorialmente equilibrado" de uma cidade aeroportuária, considera o estudo da CIP, apresentado esta quarta-feira.
De acordo com o documento da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), a construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete (CTA) permite, além de uma construção faseada, a hipótese de futuras expansões, o que é uma vantagem relativamente à localização da infra-estrutura na Ota, que deverá atingir a sua capacidade 40 anos depois de iniciar a operação.

Isto porque devido aos "factores de incerteza associados às previsões de tráfego aéreo", é "desejável que a localização do novo aeroporto seja num local onde este se possa desenvolver de uma forma faseada e prudente, sempre com um padrão de qualidade elevado, mas com limites de capacidade de expansão que lhe permitam uma vida útil além do que alcançam as previsões de tráfego".

"Em todos estes pontos de vista", acrescenta o estudo, "a implantação do novo aeroporto no CTA resolve os problemas com grande vantagem relativamente à sua implantação na Ota".

Neste contexto, a opção por Alcochete permite "atender às expectaivas de tráfego áereo", possibilita a implementação do hub da TAP para as "ligações entre a Europa, o Brasil e a África" e permite a construção "eficiente e territorialmente equilibrada" da cidade aeroportuária na área envolvente ao aeroporto.

Paralamente, a construção do aeroporto no CTA vai trazer "investimento para a margem esquerda do rio Tejo", aproximando a nova infra-estrutura da Península de Setúbal, Alentejo, Lezíria e Médio Tejo, "não agravando significativamente as ligações ao Oeste Litoral", que serão garantidas pela rede de alta velocidade e pela Ponte da Lezíria, no Carregado.

A localização do novo aeroporto em Alcochete, defendida no estudo da CIP, implica também a alteração do traçado da rede de alta velocidade, que passará a ser efectuado pela margem esquerda do Tejo, e a construção de uma nova estação em Santarém.
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