“Temos consciência, todos sem exceção, que poderá haver algumas reduções [nas verbas do Orçamento da região para o próximo ano], mas, sem falar em números, […] é importantíssimo e imprescindível continuar a investir no setor agrícola na Região Autónoma dos Açores”, afirmou Jorge Rita.
O dirigente falava hoje na sede da Presidência, em Ponta Delgada, após uma reunião com o líder do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, que está a receber os parceiros sociais a propósito da elaboração do Plano e Orçamento para 2027.
“No momento crucial em que nós temos o próximo quadro comunitário de apoio, que irá arrancar tarde, é preciso [assegurar que] as dotações regionais para alocar as verbas regionais àquilo que são as verbas da União Europeia que vêm para a Região Autónoma dos Açores e para que os projetos de modernização e a entrada dos jovens agricultores não possam ser prejudicados precisamente por falta de verbas regionais”, alegou.
Segundo Jorge Rita, é esta “sensibilidade que o Governo Regional tem de continuar a ter” em relação ao setor, porque retirando verbas para a agricultura do próximo Orçamento e Plano, tal “pode comprometer o setor, pode comprometer a economia na Região Autónoma dos Açores”.
O presidente da Federação Agrícola dos Açores acrescentou que há compromissos do Governo Regional perante os agricultores que “têm de continuar a ser cumpridos” em 2027 e também desejou que a República olhe para os Açores “com uma visão integrada de um país”.
“Não estamos de mão estendida, estamos só a exigir aquilo [a] que também temos direito como portugueses”, disse.
Jorge Rita reafirmou que é “sempre muito defensor dos agricultores” e espera que no próximo ano os agricultores não sejam prejudicados, para bem da economia regional.
A discussão e votação do Plano e Orçamento dos Açores para 2027 vai acontecer em novembro na Assembleia Legislativa Regional, na cidade da Horta, na ilha do Faial.
