PRR

Bolieiro defende soluções alternativas para continuar política de solidariedade social

O presidente do Governo dos Açores disse que após 31 de dezembro de 2026, com o fim do Plano de Recuperação e Resiliência, será necessário encontrar “soluções alternativas” para dar continuidade à política de solidariedade social



“Teremos de encontrar outras soluções alternativas para continuar uma política de solidariedade social de compromisso com as pessoas que, na verdade, não fique penalizada pelo fim de um instrumento financeiro que foi valioso e porventura fará falta se não for encontrada, por parte da União Europeia, uma alternativa”, afirmou o líder do executivo regional.

José Manuel Boleiro falava na ilha Graciosa, onde inaugurou uma Estrutura Residencial Para Idosos (ERPI) da Santa Casa da Misericórdia, que foi apoiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Uma vez que o PRR termina no dia 31 de dezembro deste ano, o governante salientou no seu discurso a necessidade de se encontrar uma alternativa que permita à região dar continuidade às políticas de apoio social.

“Estamos a bater-nos no quadro da nossa relação com a República, no quadro da relação da região com a República, ambos na sua relação com a União Europeia, para que continue a haver sensibilidade especial para eliminar as prioridades negativas e potenciar alternativas de financiamento para apoio às pessoas nas suas carências sociais e nas suas fragilidades também de saúde”, afirmou.

E prosseguiu: “Nós temos feito investimentos que têm alavancado muito as capacidades de resposta social, tanto na assistência como na saúde, nos Açores e, aqui, na Graciosa, é bem notório”.

José Manuel Boleiro referiu que ultimamente se tem deslocado várias vezes à ilha Graciosa, no grupo Central, para fazer inaugurações e isso é de uma “enorme satisfação” porque, em vez da dialética política, “existe uma realidade que é demonstrável e não pode ser nem repudiada, nem negada ou menosprezada”.

A ERPI da Santa Casa da Misericórdia, com capacidade para 14 utentes, ocupa as antigas instalações do Centro de Saúde de Santa Cruz da Graciosa, que foram adaptadas às novas funções.

Na cerimónia de inauguração, realizada no âmbito de uma visita estatutária de dois dias do executivo açoriano à ilha, a provedora da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa, Adelaide Teles, referiu que a execução da obra representou a concretização de um sonho, após cerca de 13 anos de espera, e é “motivo de grande alegria”.

“Desejamos que os utentes aqui se sintam bem, como se estivessem na sua casa”, referiu.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra decorreu no dia 26 de fevereiro de 2025, também no âmbito de uma visita estatutária do executivo açoriano à ilha.

PUB