Açores reciclaram “mais de metade” dos resíduos urbanos em 2017

Açores reciclaram “mais de metade” dos resíduos urbanos em 2017

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jul de 2018, 15:33

Os Açores reciclaram mais de metade dos resíduos urbanos produzidos em 2017, anunciou a secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, assegurando que se registou no ano passado um “incremento da valorização material e orgânica e energética”.

Marta Guerreiro falava na inauguração do Centro de Triagem Automatizado da ilha de São Miguel da MUSAMI (Operações Municipais do Ambiente), num investimento da ordem dos 2,8 milhões de euros, cofinanciado pelo Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (PO-SEUR).

A secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo, citada numa nota enviada às redações, salientou que os Açores passaram a valorizar "mais de metade dos resíduos urbanos produzidos”, correspondendo a 51%, referindo que, em 2012, “87% dos resíduos urbanos tinham como destino a eliminação em aterros ou lixeiras”.

Segundo a MUSAMI, o Centro de Triagem automatizado hoje inaugurado permitirá a triagem de cerca de 4.500 toneladas de resíduos por ano, provenientes dos ecopontos colocados nas vias públicas e da recolha seletiva porta a porta.

Aquele centro permite uma elevada eficácia da triagem de papel/cartão e plástico/metal e está dotada de tecnologia ótica de última geração, assegurando em simultâneo as melhores condições de higiene e segurança de trabalho a 23 novos colaboradores, indicou a MUSAMI.

Na inauguração, a secretária regional acrescentou ainda que, "no ano passado, a valorização material (reciclagem) e orgânica (compostagem) atingiu o maior volume de sempre (48,6 mil toneladas), com um aumento de 15%, mais 6,3 mil toneladas, relativamente a 2016".

De acordo com a governante, no ano passado, “um terço das ilhas dos Açores" alcançou o objetivo de 'aterro zero', indicando que as Flores, pelo segundo ano, e o Corvo e Santa Maria, pela primeira vez, "valorizaram a totalidade dos respetivos resíduos urbanos”, dos quais 85%, 84% e 82% foram encaminhados para valorização material e orgânica, e 15%, 16% e 18% para valorização energética, respetivamente.

A secretária regional salientou "a dinamização de um importante setor económico", indicando que "as estruturas de gestão em alta de resíduos urbanos empregam hoje 255 trabalhadores, mais de metade, 131, nas sete ilhas com menor população, e geraram, em 2017, um volume de negócios de 10,5 milhões de euros.



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