Sociedade

Açores na cauda ao nível dos cuidados paliativos

Açores na cauda ao nível dos cuidados paliativos

 

João Alberto Medeiros   Regional   10 de Out de 2009, 23:06

Os Açores, à semelhança do que acontece com a Madeira e o continente português, estão ainda "bastante atrás, em termos europeus", no que se pode fazer em termos de prestação de cuidados paliativos.

A denúncia é de Maria do Céu Patrão Neves, responsável pelo Centro de Estudos de Bioética/Pólo dos Açores. Os cuidados paliativos foram neste sábado alvo de uma reflexão e debate na Universidade dos Açores, no âmbito de um encontro denominado "Exigências Éticas no âmbito dos Cuidados Paliativos". Na leitura da professora catedrática, os cuidados paliativos "são hoje um requisito fundamental para uma boa prestação de cuidados de saúde". Na sua leitura, o nível de desenvolvimento dum país ou da Região "deve ser avaliado pela rede de apoio, acompanhamento, cuidados e solidariedade em relação aos mais vulneráveis". "Este é que é o verdadeiro critério de desenvolvimento duma Região.É aqui que nós temos também de investir", afirmou. Defende uma boa rede de cuidados paliativos em todas as ilhas em diferentes modalidades. Maria do Céu Patrão Neves preconiza que "nós temos que ver, para as diferentes nove ilhas, qual a modalidade mais adequada para que todo e qualquer paciente não fique sem o recurso a cuidados paliativos, desde que necessite". Referindo-se especificamente ao encontro, Maria do Céu Patrão Neves considera que a iniciativa foi "da maior relevância, porque este colóquio teve como um dos seus principais objectivos chamar a atenção dos governantes, e das pessoas com responsabilidade institucional e da sociedade em geral, para a importância dos cuidados paliativos". Lembrou que os cuidados paliativos dirigem-se às pessoas que estão numa fase terminal e que sofrem dores físicas e espirituais.  "O facto de darmos aqui uma ajuda aos cuidados paliativos vai certamente forçar e tornar ainda mais urgente a ampliação de cuidados nos Açores", referiu. Quanto à ética, considera ser "uma chamada de atenção do que se pode fazer, para aquilo que devemos fazer, quais são os nossos valores fundamentais que estruturam o relacionamento social e que nos levam a reconhecer algumas obrigações". A responsável pelo Centro de Estudos de Bioética declara que, "se temos como um dos valores fundamentais o respeito pelo ser humano, a justiça, a solidariedade social, então a nossa obrigação ética é responder aos que necessitam". No encontro sobre cuidados paliativos participaram individualidades como António Barbosa, Carlos Centeno, Daniel Serrão, Feytor Pinto, Filipe Almeida e Isabel Neto, para além de inúmeras figuras ligadas a esta área da Saúde.


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