Açoriano Oriental
Açores acolhem pela primeira vez maratona de programação dedicada a desafios sociais

Os Açores acolhem pela primeira vez, na sexta-feira, uma maratona de programação dedicada aos desafios sociais, numa parceria entre o Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira, Terinov, e a fundação Calouste Gulbenkian.

Açores acolhem pela primeira vez maratona de programação dedicada a desafios sociais

Autor: Lusa/AO Online

“O Hack 2 Emerge é um ‘hackathon’ que está muito alinhado com os princípios e os objetivos para o desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. É uma pareceria nossa com a fundação Calouste Gulbenkian, que já há alguns anos vem a promover este evento. É o primeiro momento em que ele acontece nos Açores”, avançou, em declarações à Lusa, o diretor executivo do Terinov, Duarte Pimentel.

Os ‘hackathons’ são “maratonas de programação e desenvolvimento”, que habitualmente têm como objetivo a procura de soluções, num curto espaço de tempo, para dar resposta a desafios tecnológicos, mas neste caso há um foco nos desafios sociais.

“O nosso objetivo é mobilizar as componentes da tecnologia, mas também do interface do utilizador e das próprias estratégias de marketing para a resolução de problemas sociais”, frisou Duarte Pimentel.

Durante 30 horas seguidas, 10 equipas, compostas por três elementos das áreas da programação, do design e do marketing, vão finalizar os projetos que já começaram a desenvolver.

No final, farão apresentações curtas de cinco minutos e a equipa vencedora receberá um prémio de 2.000 euros.

Segundo Duarte Pimentel, a adesão ao Hack 2 Emerge foi grande, mas a pandemia da covid-19 obrigou a organização a reduzir a participação a 10 equipas, num total de 30 participantes, “praticamente todos da ilha Terceira”.

“Demonstra que começamos a ter capacidade instalada ao nível da programação, ao nível do design, ao nível do marketing e acima de tudo malta muito jovem e isso é algo que nos deixa muito satisfeitos”, salientou.

Apesar de não ser obrigatória a utilização do prémio monetário na implementação do projeto vencedor, o diretor executivo do Terinov acredita que muitas das ideias a concurso serão colocadas em prática.

“Tendo em conta algum conhecimento que temos dos projetos, qualquer um deles é capaz de ganhar outra vida e de efetivamente se estabelecer e de contribuir de forma efetiva para estes desafios societais que estamos a viver. O objetivo é que o projeto que saia daqui possa continuar a dar essa resposta”, afirmou.

Há três anos que a fundação Calouste Gulbenkian desenvolve um evento deste género, o Hack 4 Good, do qual já resultaram “mais de 100 ideias” e “muitos dos projetos vencedores tiveram continuidade”.  

Segundo Duarte Pimentel, a parceria com a fundação Calouste Gulbenkian é para manter e a maratona de programação é uma iniciativa a repetir.

“O nosso objetivo é que o Hack 2 Emerge passe a ser uma marca do Terinov que se prolongue no tempo e que anualmente possamos promover este evento”, frisou.

O Hack 2 Emerge arranca na sexta-feira, às 20:00, com um jantar convívio, iniciando-se às 21:30, a maratona de 30 horas de programação, no Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira, em Angra do Heroísmo.

Os participantes terão oportunidade de estrear o jogo Keo, desenvolvido pelo estúdio de videojogos Redcatpig, e de assistir a um concerto da cantora e compositora micaelense Sara Cruz, agenciada pela Nine Media Company. As duas empresas estão instaladas no Terinov.


 
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