Segurança rodoviária

40% dos atropelamentos acontecem nas passadeiras

40% dos atropelamentos acontecem nas passadeiras

 

Lusa/AOonline   Nacional   23 de Out de 2008, 16:01

Quase 40 por cento dos peões são atropelados nas passadeiras, um facto que a PSP atribui essencialmente a questões comportamentais e ao desrespeito pelas regras de trânsito.
"O condutor é que traz a arma perigosa e, por isso, tem de ter mais cuidado, mas muitos dos acidentes que acontecem nas passadeiras sinalizadas são provocados pelos peões, que desrespeitam os semáforos", disse à Lusa o subcomissário João Pinheiro da Divisão de Trânsito da PSP.

    Já nas passadeiras que não estão sinalizadas, a culpa é normalmente dos condutores, "por distracção ou excesso de velocidade".

    "Uma está associada à outra. O que acontece é que a distância de segurança não é cumprida e não é suficiente para ver os peões", adiantou o mesmo responsável.

    Para João Pinheiro, a falta de passadeiras e a má colocação de algumas delas justificam alguns atropelamentos, mas a grande percentagem deve-se "a questões comportamentais".

    Do total de atropelamentos de 2007 na cidade de Lisboa, 314 aconteceram nas passadeiras e 537 fora delas. Estes acidentes provocaram dois mortos, 24 feridos graves e 325 ligeiros nas passadeiras.

    Fora das "zebras", o balanço da sinistralidade é superior: três mortos, 54 feridos graves e 506 ligeiros.

    Ainda assim, "o número de atropelamentos nas passadeiras aproxima-se muito dos que acontecem fora delas", observou o responsável da PSP.

    "O problema não é só da falta de passadeiras. Grande percentagem dos atropelamentos dá-se por desrespeito da sinalização", comentou, acrescentando que "não pode haver uma passadeira de 5 em 5 metros. Tem de haver mobilidade para peões e automóveis".

    Os peões desrespeitam as regras, mas os condutores também devem antecipar o comportamento destes nalgumas situações, como por exemplo, junto às paragens de autocarro.

    As pessoas idosas, com mais de 65 anos, são um dos grandes grupos de risco, motivo pelo qual João Pinheiro defende que devia haver campanhas de segurança rodoviária específicas.

    "Tudo o que há é direccionado para o condutor, álcool e velocidade. Devia haver também campanhas dirigidas aos peões, sobretudo para os que foram identificados como grupos de risco", sublinhou o subcomissário da PSP.

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