Guardo uma memória quase solene das vezes em que fui à antiga Biblioteca da Gulbenkian, em Ponta Delgada, então instalada no Largo de Camões. Nos dias em que esperava pela minha mãe para ir para casa entrava ali – primeiro porque ela mo pedia, depois por gosto. Era um espaço de silêncio, de luz contida e de estantes que, na altura, me pareciam intermináveis. Ao contrário do que acontecia em casa,...
O prazer do livro que nos encontra
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