Vitivinicultores não devem ter de produzir “refrigerantes de uva”

O eurodeputado social-democrata açoriano, Paulo Nascimento Cabral, manifestou-se contra a possibilidade dos viticultores terem de produzir refrigerantes de uva, considerando importante “um maior financiamento e um financiamento mais robusto para ajudar o setor"



Citado em nota de imprensa, Paulo Nascimento Cabral, que falava durante uma troca de pontos de vista com a Comissão Europeia sobre as recomendações políticas para o futuro do setor vitivinícola da União Europeia (UE), considerou que “o setor do vinho está numa verdadeira encruzilhada”. 

Destacando a relevância económica, social e cultural do vinho em Portugal, o eurodeputado açoriano criticou o que diz serem “as tendências e estudos pouco credíveis” que têm levado a uma diminuição grande do consumo de vinho.

Para Paulo Nascimento Cabral, “ao diabolizarmos o consumo de vinho criámos estas tendências e estamos a diminuir o que defendemos que é o consumo moderado e não podemos pedir agora aos produtores de vinho, que são tão orgulhosos do seu produto, que comecem a produzir refrigerantes de uva. Isto é inadmissível”, afirmou, referindo-se à medida de desenvolvimento e promoção de vinhos com 0% de álcool, apresentada na UE para fazer face à crise no setor.

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No segundo dia do julgamento das ex-auxiliares de educação acusadas de maus-tratos a crianças da creche da Casa do Povo de Rabo de Peixe, o tribunal ouviu educadoras e outras funcionárias. Juiz considerou que estas também deviam estar sentadas no banco dos réus, ao terem permitido que os maus tratos às crianças se prolongassem no tempo