Vale e Azevedo apresentou recurso contra extradição para Portugal

João Vale e Azevedo apresentou recurso contra a extradição para Portugal ordenada por um juiz britânico na semana passada, aguardando agora pelo agendamento da audiência pelo tribunal de instância superior


  O recurso deu entrada quarta-feira, 03 de Dezembro, no Tribunal Superior (High Court) em Londres, equivalente em Portugal ao Supremo Tribunal de Justiça, confirmou hoje fonte da instituição à agência Lusa.

    A audiência para analisar o caso deverá agora ser agendada nos próximos dias, adiantou.

    Tanto o advogado de Azevedo, Edward Perrott, como o Ministério Público não esperam que a data seja antes de Fevereiro de 2009 devido ao número de processos que passa por este tribunal.

    O juiz Nicholas Evans deu provimento a 27 de Novembro ao mandado de detenção europeu e o pedido de extradição emitido pelas autoridades portuguesas a 11 de Junho desde ano.

    O mandado refere-se à condenação do ex-presidente do Benfica a sete anos e seis meses de prisão pelos crimes de falsificação e burla qualificada no caso Dantas da Cunha.

    Todavia, o mesmo juiz dispensou um segundo mandado de detenção europeu, emitido pelas autoridades judiciais portuguesas a 02 de Outubro, por considerar desnecessária a referência aos casos Ovchinnikov e Euroárea, cujas penas Azevedo já cumpriu.

    A defesa de Azevedo entende que o seu regresso a Portugal é prematuro, visto que ainda não foi feito o cúmulo jurídico das penas a que foi condenado e cujo resultado está convencido que não implicará mais tempo detido.

    Mas o juiz Renato Barroso, da 5ª Vara Criminal do Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, fez saber que requeria a presença em Portugal do advogado português para realizar o cúmulo jurídico.

    Teoricamente, após o Tribunal Superior, as partes ainda têm um direito de recurso final junto da Câmara dos Lordes no prazo de 14 dias após a decisão do Supremo.

    Este apenas é considerado se uma questão legal de interesse público for levantada e se tal for autorizado pelos juízes do Supremo ou pela Câmara dos Lordes.

    Se este recurso for aceite, o processo pode prolongar-se depois por vários meses, não estando definido um prazo para a conclusão.

    Vale e Azevedo permanece sob termo de identidade e residência, com o passaporte retido e impedido de viajar para o estrangeiro.

    Foi ainda condenado pelo Tribunal de Magistrados de Westminster a pagar seis mil libras (7.200 euros) de despesas do processo.

PUB

Premium

Nos Açores, duas crianças morreram pelas mãos dos próprios pais. Os casos integram um estudo nacional do Instituto de Apoio à Criança que analisou casos judiciais entre 2009 e 2023, revelando fragilidades familiares, isolamento social e falhas na deteção precoce de risco. Uma análise que identificou 66 crianças vítimas em Portugal