UGT/Açores pede alternativa “válida” na criação de emprego na região

UGT/Açores pede alternativa “válida” na criação de emprego na região

 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Set de 2019, 15:07

A UGT/Açores apresentou, esta sexta-feira, a política reivindicativa para 2020 e alertou para a necessidade de "potenciar as capacidades endógenas produtivas" da região, para criar uma "alternativa válida e sustentável de emprego".

"É preciso potenciar as nossas capacidades endógenas produtivas, a agricultura, as pescas, o turismo e a indústria transformadora ligada a esses setores, criando empresas que tragam mais-valia em termos de produção", afirmou o líder da UGT/Açores, Francisco Pimentel, defendendo que, assim, é possível "criar uma alternativa válida e sustentável de emprego para os jovens e para os desempregados de longa duração, que continuam a ser um flagelo".

O documento apresenta, em sete pontos, as áreas reivindicativas para o próximo ano: a "política de rendimentos e salários", a "política fiscal", a "defesa da qualidade e competência dos serviços públicos", o "setor público empresarial regional", a "valorização do diálogo", a "política de combate aos desequilíbrios regionais" e a "política de aposta no investimento reprodutivo público e privado".

Na apresentação aos jornalistas da estratégia para o próximo ano, que decorreu na sede do sindicato, em Ponta Delgada, a UGT sublinhou que uma das questões "fundamentais" é o "combate à precariedade do emprego público regional".

"Uma questão fundamental para nós aqui na região é a necessidade do combate à precariedade do emprego público regional. Não é concebível, numa altura em que milhares de trabalhadores passaram à reforma e em que se nota um défice de funcionários (sobretudo nas carreiras de assistente técnico e operacional), que se esteja a recorrer a pessoal de programas ocupacionais", apontou Francisco Pimentel, assinalando que o número de pessoas nesse tipo de programas "ultrapassa as quatro mil".

O líder da União Geral de Trabalhadores dos Açores frisou ainda a "preocupação com a gestão" de empresas do setor público, destacando o caso da SATA.

"É importante o papel da SATA como instrumento que possa sustentar o 'boom' do turismo na região. Preocupa-nos a situação de 'deficit' permanente desta empresa. Entendemos que a empresa se deve manter no setor público empresarial e que deve haver uma gestão profissional melhorada nesta área e, portanto, que se acautele a importância da SATA para a economia regional", defendeu.

Francisco Pimentel frisou que o sindicato a que preside defende "o diálogo" e que "nem sempre a negociação coletiva tem estado em primeiro plano com a administração regional".

"Da parte da UGT, defendemos a negociação coletiva e queremos a negociação coletiva com o Governo Regional e com todos os departamentos do Governo Regional. Continuaremos a defender isso, porque achamos que a falta de negociação coletiva viola a lei e prejudica os trabalhadores e a própria administração pública", afirmou.

A UGT/Açores defende ainda um "plano para a redução progressiva da carga fiscal", "a atualização dos salários de todos os funcionários públicos congelados desde 2009", a criação de políticas de emprego que combatam a "desertificação humana nas ilhas mais pequenas" e a "diminuição das diferenças salariais entre homens e mulheres".


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