Na nota de imprensa enviada à redação, a estrutura sindical sublinha que, apesar do avanço tecnológico e da crescente automação, “as máquinas, a automação e a tecnologia” devem ser encaradas como ferramentas ao serviço das pessoas e não como substitutas do trabalhador. A UGT defende que o verdadeiro desafio está em garantir que o progresso tecnológico continue a colocar o ser humano no centro da economia e da sociedade.
Relativamente à realidade açoriana, a UGT-Açores destaca a persistência da pobreza entre trabalhadores, referindo que, segundo dados de 2024, entre 8% e 10% vivem abaixo do limiar da pobreza, com um rendimento mensal inferior a 565 euros por pessoa.
Para a organização, quando alguém trabalha e,
ainda assim, não consegue assegurar habitação, alimentação ou
estabilidade para a família, isso revela “uma falha do próprio modelo
económico e social”.
Entre as soluções apontadas pela UGT-Açores está, em primeiro lugar, a valorização efetiva dos salários, defendendo que não basta ter emprego, sendo essencial que o trabalho seja remunerado de forma digna. A estrutura sindical lembra que, nos Açores, o custo de vida é agravado pela condição de insularidade, tornando ainda mais urgente que a atualização salarial acompanhe a realidade concreta das famílias.
Outro problema apontado é o combate à precariedade laboral, com muitos trabalhadores a viverem com vínculos instáveis, horários irregulares e forte dependência de setores sazonais, como o turismo. A UGT-Açores defende políticas públicas que incentivem contratos estáveis, reforcem a proteção laboral e garantam maior segurança no emprego.
A UGT-Açores destaca ainda a importância da formação profissional e da diversificação da economia regional. A aposta em novas competências, digitalização e setores como a economia do mar, energias renováveis e inovação agrícola poderá criar mais emprego qualificado e melhores salários nos Açores.
No final do comunicado, a
UGT-Açores deixa uma mensagem: “quem trabalha não pode ser pobre”. A
estrutura sindical defende o diálogo social e a discussão da
anteproposta de lei “Trabalho XXI” como passos importantes para garantir
melhores condições de vida e mais dignidade aos trabalhadores
açorianos.
