UE lamenta irregularidades nas eleições russas


 

Lusa / AO online   Internacional   4 de Dez de 2007, 16:43

A presidência portuguesa da União Europeia (UE) lamentou as "muitas alegações" de irregularidades nas eleições de domingo na Rússia e o desrespeito pelas normas internacionais na campanha eleitoral que as antecedeu, segundo um comunicado.

"A União Europeia lamenta os muitos relatos e alegações de restrições no acesso aos 'media', bem como a perseguição de partidos da oposição e de organizações não-governamentais durante a campanha e no dia das eleições", lê-se num comunicado divulgado no "site" oficial (www.eu2007.pt).

A presidência lamenta também, segundo o texto, "que os procedimentos durante a campanha eleitoral não tenham correspondido aos padrões internacionais e aos compromissos assumidos por Moscovo" e apela para "investigações que permitam clarificar a exactidão dessas alegações".

A presidência portuguesa da UE ainda não tinha reagido às legislativas russas de domingo e a Comissão Europeia foi prudente quando, segunda-feira, afirmou que reservava qualquer comentário para quando estivesse em condições de fazer uma avaliação global do processo.

No texto, a presidência "congratula-se com a forma ordeira e organizada como decorreram" as eleições, mas lamenta "que não tenha havido uma missão de observação de longo prazo da OSCE para o acompanhamento da campanha eleitoral" e "sublinha que a presença do OHDIR teria constituído uma base fidedigna para uma avaliação completa" do processo eleitoral.

A Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) enviou 30 deputados numa missão de observação de sete dias, mas o Centro para as Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR) da organização, que tinha previsto enviar 70 observadores, cancelou a missão devido a um desentendimento com Moscovo, que acusou de falta de cooperação.

O Partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, venceu as eleições e conquistou 315 dos 450 lugares na Duma Estatal (câmara baixa) do Parlamento russo, seguido do Partido Comunista (57 deputados), do Partido Liberal Democrático (40) e do Partido Rússia Justa (38).


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