Demografia 2005

Tumores malignos mataram 526 pessoas em 2005 na região


 

Lusa / AO online   Regional   29 de Out de 2007, 12:53

Um total de 526 pessoas morreram nos Açores vítimas de tumores malignos em 2005, mais 34 do que no ano anterior, revelam estatísticas oficiais a que a agência Lusa teve acesso esta segunda-feira.
O número de mortes devido a tumores malignos atingiu 21,6 por cento da totalidade das causas de morte no arquipélago.

De acordo com dados do documento “Demografia 2005” do Serviço Regional de Estatística (SREA), do total de óbitos, 335 foram homens e 191 mulheres, mais 27 homens e sete mulheres do que em 2004, respectivamente.

O cancro que mais atingiu a população açoriana em 2005 foi o dos pulmões (que inclui laringe, traqueia e brônquios), com 114 casos (104 homens e 10 mulheres), mais três casos que no ano anterior, seguindo-se o do estômago, com 44 óbitos (25 homens e 19 mulheres), o mesmo número do ano anterior.

Os registos estatísticos revelam, ainda, a morte por tumores do cólon (43), leucemias e linfomas (41), próstata (39), mama (38), pâncreas (29), bexiga (17), lábio, cavidade oral e faringe (16), fígado (13), esófago (10), recto (10), rins (9), ovários (8) e pele (7).

    Os números relativos aos cancros do colo do útero e útero são considerados confidenciais devido ao número reduzido de casos.

Os médicos especialistas continuam a advertir que a melhor forma de prevenir a morte por cancro passa pela detecção precoce da doença.

Para isso, são realizadas na região, pelo Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro, acções regulares de sensibilização das populações para exames periódicos e formas saudáveis de vida, nomeadamente o exercício físico e alimentação saudável.

O Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro realiza, a partir de quarta-feira e até domingo, o seu peditório anual, cujas verbas revertem para o apoio dos doentes mais carenciados vítimas de neoplasias.

No último ano, o peditório rendeu em todo o arquipélago 71,4 mil euros, mais 11,4 mil euros que no ano anterior.

O Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro apoia de diversas formas mais de meia centena de doentes que necessitam de medicamentos, tratamentos, alimentos e transporte, além de fornecer cabeleiras, próteses e soutiens.

O núcleo mantém ainda em acção, em todas as ilhas, um grupo de cerca de três dezenas de mulheres mastectomizadas que dão, às novas doentes, apoio antes e após as cirurgias e tratamentos.

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