Caso de burla à CGD

Tribunal começa a ouvir Débora Raposo


 

Lusa / AO online   Regional   22 de Out de 2007, 19:03

O Tribunal de Vila Franca do Campo, nos Açores, começou esta segunda-feira a julgar uma mulher, recentemente extraditada do Canadá, no âmbito de um processo de burla na Caixa Geral de Depósitos, que já tinha sido julgado em 2000.
Na altura, o Tribunal de Vila Franca do Campo condenou sete dos nove acusados no processo de burla de vários milhões de euros ao balcão local da Caixa Geral de Depósitos (CGD), através de supostos empréstimos ao abrigo de uma linha de crédito destinada a financiar a recria de novilhos.

Um colectivo de juízes ouviu hoje a professora Débora Raposo, 66 anos, que foi recentemente extraditada do Canadá e que não chegou a ser julgada em 2000.

Depois de ter sido extraditada para Portugal em Agosto deste ano, Débora Raposo está em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, mas a eventual revisão dos pressupostos desta medida de coacção será feita a 14 de Novembro.

 Durante várias horas, a arguida explicou ao Tribunal a sua relação de cliente com a instituição bancária e os vários empréstimos que solicitou, mas negou qualquer envolvimento na burla.

Débora Raposo afirmou, mesmo, que se sentiu “chocada” com alguns elementos que constam da acusação e adiantou que os créditos solicitados estavam relacionados com dois colégios privados que abriu, mas que, depois, encerraram a actividade.

Durante a audiência de várias horas, considerou, ainda, que não se considerou “fugitiva” à Justiça, uma vez que disponibilizou vários contactos seus no Canadá.

No final da audiência, o Tribunal de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, decidiu ouvir alguns dos antigos arguidos deste processo, para explicarem factos contraditórios, e marcou uma nova sessão do julgamento para 19 de Novembro.

Em Novembro de 2000, o Tribunal de Vila Franca do Campo condenou sete dos nove acusados no processo.

A pena máxima - sete anos de prisão com um ano e dois meses de perdão - foi atribuída a João Baptista Teotóneo, um empreiteiro acusado de angariar propostas para supostos empréstimos ao abrigo de uma linha de crédito destinada a financiar a recria de novilhos.

Duarte Borges, ex-gerente do balcão da CGD de Vila Franca do Campo, acusado de envolvimento no mesmo tipo de actividade ilícita, foi condenado a seis anos de prisão, com um ano de perdão de pena.

A fraude por que foram condenados refere-se a operações realizadas entre 1994 e 1997 e o caso, que incluiu a realização de cerca de 30 audiências de julgamento, com audição de duas centenas de testemunhas, começou a ser julgado em Junho de 2000.
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