Trabalhadores da RTP/Açores contra redução das horas de emissão diárias

Trabalhadores da RTP/Açores contra redução das horas de emissão diárias

 

Lusa/AO Online   Regional   31 de Ago de 2011, 07:28

Os trabalhadores da RTP/Açores manifestaram-se hoje contra a decisão de reduzir a emissão diária para quatro horas, entre as 19:00 e as 23:00, considerando que está em causa a autonomia regional.

“Começaram hoje as hostilidades contra as autonomias regionais”, afirmou Teresa Nóbrega, da Sub-Comissão de Trabalhadores da RTP/Açores, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o presidente do governo regional.

Para os trabalhadores da RTP/Açores, a decisão hoje anunciada pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, não pode ser justificada com os custos dos centros regionais da Madeira e dos Açores, que constituem “uma gota no oceano” da RTP.

“A redução das horas de emissão não vai reduzir substancialmente os custos”, frisou Teresa Nóbrega, assegurando que os trabalhadores da RTP/Açores “vão lutar com todas as armas ao seu dispor para que não aconteça o que o ministro quer”.

A porta-voz dos trabalhadores considerou ainda que Miguel Relvas “não percebe nada de autonomia regional e não compreende o serviço público que é prestado pela RTP/Açores”.

Por seu lado, o presidente do Executivo regional, Carlos César, que já se tinha pronunciado contra esta redução das emissões diárias da RTP/Açores, defendeu a necessidade de ser clarificado “o conceito de serviço público” que preside ao contrato assinado com o Estado.

“Não há dúvidas de que compete ao Estado continuar a assegurar esse serviço público”, frisou, rejeitando qualquer envolvimento do governo regional nesta matéria.

Carlos César criticou ainda o ministro Miguel Relvas, frisando que “não pode dizer que seria um crime acabar com a RTP/África ou com a RTP/Internacional e depois comparar os Açores e a Madeira com as zonas menos povoadas do país” para justificar esta redução de horas de emissão.

Para Carlos César, a RTP/Açores deve continuar a emitir normalmente, ainda que admita a necessidade de haver uma melhor gestão e maior racionalidade no aproveitamento dos meios disponíveis.


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