“A tua empresa, a tua cara”, projeto que só foi posto em prática este ano, era um desejo antigo, “estava em banho-maria já há algum tempo” conta, “mas devido à minha pouca disponibilidade ainda não tinha saído da gaveta. Com o adiamento dos trabalhos fotográficos que tinha agendados para 2020, na sua maioria casamentos, consegui o tempo que precisava”.
Com a iniciativa, Ricardo Caetano pretende ajudar os empresários terceirenses que estiveram de portas fechadas durante os últimos meses devido à Covid-19: “O projeto tem 3 vertentes fotográficas”, disse, explicando que “retrato, onde pretendo mostrar o rosto de quem faz acontecer; fotografia de serviço, onde quero mostrar novas técnicas e formas de trabalhar e por fim, fotografia de produto para incentivar as empresas a venderem e a divulgarem os seus produtos online”.
Ricardo Caetano considera que o futuro, cada vez mais próximo, exigirá a todos, em especial aos empresários, essa adaptação. “Durante a quarentena, as pessoas passavam o dia na internet a consultar serviços e produtos online, isso irá tornar-se uma realidade cada vez mais presente no nosso dia-a-dia por causa dos condicionamentos e restrições que ainda existem” alerta. “Estava-se a caminhar devagar para o que estamos a viver hoje em dia, mas a pandemia veio acelerar a necessidade de passarmos para o digital”.
Mesmo que os empresários não tenham site institucional, a presença no mundo virtual é assegurada através do site do fotógrafo, “no meu site há um espaço específico dedicado a este projeto. Cada empresa tem uma galeria para poder contar a sua história, condição para lá estar, o seu propósito e mostrar as suas fotografias. As pessoas têm de saber mais do que o que já sabem nas redes sociais, às vezes há empresários que passam por muitas dificuldades para abrir o seu negócio e as pessoas têm de saber disso”.
Até ao momento são já 17 os empresários fotografados, “ainda não estão todos online” comenta Ricardo Caetano, frisando que “existem diversas áreas desde estética, cabeleireiros, barbeiros, empresas de formação, lojas de roupa até empresas de controlo de pragas e desinfeções”.
Para o profissional, o projeto foi também uma forma de colmatar a falta de trabalho devido ao cancelamento da maioria dos eventos. “A pandemia alterou bastante o meu negócio e o de todos os que estão relacionados com casamentos, pouco ou nada podemos fazer, mas se todos colaborarmos uns com os outros, estamos a contribuir para a nossa economia crescer mais” conclui.
