Tarifa Açores com descida de 588 mil euros no primeiro semestre de 2026

Todas as ilhas registaram uma redução do valor subsidiado e do número de viagens abrangidas pela Tarifa Açores entre janeiro e junho. No primeiro semestre, foram subsidiados cerca de 5,8 milhões de euros e 173 mil viagens



O valor subsidiado aos beneficiários da tarifa de passageiro residente na Região Autónoma dos Açores para a promoção da mobilidade interilhas, também conhecida como Tarifa Açores, registou uma descida homóloga no primeiro semestre deste ano.

Segundo um despacho publicado no Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores, entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2026 foram subsidiados 5.831.873,69 euros aos passageiros residentes nos Açores, menos 588.279,21 euros do que no mesmo período do ano anterior, quando o montante ascendeu a 6.420.152,90 euros.

Todas as ilhas dos Açores registaram uma redução do valor subsidiado no primeiro semestre deste ano. São Miguel continuou a ser a ilha de destino com o maior montante subsidiado aos residentes do arquipélago, com 2.151.196,60 euros, menos 211 mil euros do que no período homólogo.

Seguiu-se a Terceira, com cerca de 1,5 milhões de euros, também uma redução próxima dos 133 mil euros do que no mesmo período do ano anterior. Por sua vez, o Faial registou uma descida de cerca de 85 mil euros, passando de 629.151,50 euros para 543.717,28 euros.

No Pico, o valor subsidiado diminuiu 56.977,69 euros em termos homólogos, passando de 580.343,53 euros para 523.365,84 euros. Já a Graciosa registou uma redução de cerca de 23 mil euros, descendo de 281.167,18 euros para 258.072,04 euros.

Duas ilhas que, no mesmo período do ano passado, ultrapassaram os 300 mil euros deixaram de o fazer: Santa Maria e São Jorge. A ilha do Grupo Oriental passou de 315.396,42 euros para 296.859,05 euros, uma descida homóloga de cerca de 18,5 mil euros. Já São Jorge registou uma quebra de cerca de 36 mil euros, passando de 333.858,08 euros para 297.166,55 euros.

Quebra de 16 mil viagens face ao período homólogo

O número de viagens subsidiadas ao abrigo da Tarifa Açores também diminuiu 16.042 viagens, passando de 189.529 no primeiro semestre do ano passado para 173.387 no mesmo período deste ano. À semelhança do que aconteceu com o valor dos subsídios atribuídos, o número de viagens registou uma redução em todas as ilhas do arquipélago.
São Miguel registou a maior quebra, com menos 5.341 viagens, passando de 66.927 para 61.586. Seguiu-se a Terceira, que contabilizou menos 3.637 viagens, descendo de 47.981 para 44.344.

O Faial registou 15.548 viagens no primeiro semestre deste ano, menos 2.244 do que no período homólogo. No Pico realizaram-se 13.904 viagens, uma redução de 1.553. Em Santa Maria foram contabilizadas 11.842 viagens, menos 673, enquanto São Jorge registou 9.738 viagens, também menos 1.553. Já a Graciosa somou 9.058 viagens, o que representa uma quebra de 804 face ao primeiro semestre do ano passado.

No Grupo Ocidental registaram-se os números mais baixos de viagens: 5.085 nas Flores e 1.282 no Corvo. Em termos homólogos, estas ilhas registaram reduções de 551 e 66 viagens, respetivamente.

Em termos do “peso” de cada ilha no total de viagens subsidiadas, São Miguel (35,52%) e a Terceira (25,58%) reforçaram o seu “peso” , com aumentos de 0,19 e 0,25 pontos percentuais, respetivamente. Por sua vez, o Faial registou a maior quebra, ao passar de 9,39% para 8,97% (-0,42%). 

Santa Maria, São Jorge e o Pico também perderam peso, enquanto a Graciosa, Flores e o Corvo reforçaram a sua representatividade.

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