Sonangol quer administrador executivo no Millennium Bcp já em 2008


 

Lusa / AO online   Economia   28 de Set de 2007, 16:20

 A Sonangol, que já detém 4,9 por cento do Millennium Bcp, quer designar um administrador com funções executivas na próxima equipa de gestão do banco português, já em 2008, afirmou o presidente da petrolífera angolana.

Manuel Vicente, que falava à margem do Conselho da Globalização, na Penha Longa (Sintra), afirmou que, para já, a prioridade é a "estabilização" da administração, para evitar a continuação da desvalorização do maior banco privado português.

"O negócio do banco é secretismo, se a gente vem para a rua lavar roupa tem que pagar a factura", afirmou o presidente da Sonangol.

Para Manuel Vicente, assim que seja alcançada a "tranquilidade" entre os principais accionistas, o Millennium terá condições para recuperar rapidamente o valor bolsista perdido nos últimos meses.

"Desde que tenha boa gestão, estou convencido de que só podemos esperar melhorias; a instituição é robusta, vai recuperar", afirmou.

Vicente afirma que, por agora, a Sonangol não vai ultrapassar os 4,9 por cento do capital do Millennium, tal como definido nos "acordos conversados" com o anterior presidente da administração, Paulo Teixeira Pinto.

Este acordo, adiantou, previa a entrada da petrolífera angolana no capital do Millennium, já concretizada, e ainda que o banco português ficasse com a maioria do capital de uma instituição financeira em Angola participada pelas duas partes, o que está por fazer.

"Nós cumprimos a nossa parte, agora falta abrir o capital do outro lado. Há que haver tranquilidade para prosseguirmos", disse hoje o presidente da Sonangol.

Sendo agora um dos principais accionistas do Millennium, a Sonangol "deveria ter lugar na administração", disse Manuel Vicente, acrescentando que "basta um" administrador e "se for executivo, melhor".

"Os órgãos [de gestão] têm mandato a correr, em Março há uma assembleia-geral e nessa altura vamos colocar a questão", disse o presidente da Sonangol.

Vicente adiantou que a "diversificação da carteira de activos" da Sonangol não vai, para já, extravasar os sectores da energia e finanças em Portugal, os dois onde a Sonangol vê "rentabilidades mais agradáveis".

A reunião do Conselho da Globalização conta com a participação de perto de 40 conselheiros, entre eles empresários como Belmiro de Azevedo, Américo Amorim, António Mexia, ou Manuel Ferreira de Oliveira, da Galp.

Na Penha Longa, Sintra, está ainda o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos.

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