Sócrates quer falar com Chávez sobre segurança e pensões da comunidade


 

Lusa/Ao online   Nacional   20 de Nov de 2007, 06:50

O primeiro-ministro, José Sócrates, recebe hoje em São Bento o presidente venezuelano, Hugo Chávez, encontro que o Governo português pretende centrar nas preocupações da comunidade portuguesa residente na Venezuela como a segurança, educação e pagamento de pensões.
Segundo fonte do Executivo português, a visita do chefe de Estado venezuelano a Portugal começou a ser equacionada "há um ano atrás" e os seus pormenores foram "ultimados" entre Chávez e José Sócrates na recente Cimeira Ibero-Americana, realizada em Santiago do Chile.

    Chávez será recebido em São Bento antes do jantar, durante uma breve escala que fará em Lisboa de regresso a Caracas, depois de ter participado na III Cimeira de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Riad, Arábia Saudita, e de se ter reunido em Teerão com o chefe de Estado iraniano, Mahmud Ahmadinejad, e em Paris com o seu homólogo francês, Nicolas Sarkosy.

    No encontro com Chávez, o primeiro-ministro português estará acompanhado pelos secretários de Estado do Comércio e Serviços, Fernando Serrasqueiro, e das Comunidades Portuguesas, António Braga.

    Segundo fonte do Executivo de Lisboa, mais do que pontos relacionados com o desenvolvimento das relações económicas entre os dois países na área energética, o primeiro-ministro pretende abordar com Chávez "de forma detalhada as questões relacionadas com a comunidade portuguesa na Venezuela".

    "A conversa incidirá seguramente em questões como a segurança, a educação, o comércio e processos ao nível da segurança social", adiantou a mesma fonte.

    No caso da segurança social, Lisboa pretende resolver o problema dos emigrantes que entretanto regressaram a Portugal mas que se deparam com "dificuldades burocráticas diversas" para receberem as suas pensões, depois de terem descontado ao longo de décadas para o Estado Venezuelano.

    Sobre a importância das questões comerciais relacionadas com a comunidade portuguesa na Venezuela - outro tema forte das conversações entre Chávez e Sócrates - fonte diplomática referiu à agência Lusa que este país acolhe actualmente cerca de meio milhão de emigrantes e de luso-descendentes.

    "Cerca de 70 por cento do mercado retalhista, sobretudo no ramo alimentar, está ligado a iniciativas de investidores lusos", salientou a mesma fonte, antes de também sublinhar o peso da comunidade portuguesa na Venezuela ao nível da intervenção cívica.

    "Na Venezuela há mais de 50 associações portuguesas e luso-venezuelanas, que se concentram em Caracas e Valência, as duas maiores cidades do país", frisou.

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