Política

Sócrates diz que dever do Estado é "não ficar sentado" perante a crise


 

Lusa/AO online   Nacional   13 de Dez de 2008, 23:48

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu em Sines que o dever do Estado para fazer face à crise é “responder às dificuldades” com um reforço no investimento público e “não ficar sentado à espera que passe”.
“Temos bem consciência que o Estado neste momento deve fazer o possível por investir mais, porque isso pode ser a diferença para muitas empresas entre ir e não ir à falência, e para muita gente entre ter ou não emprego”, frisou José Sócrates, durante o discurso que assinalou o arranque do projecto de conversão da refinaria da Galp.
“Este é o dever do Estado, não é ficar sentado à espera que a crise passe. O dever do Estado é responder às dificuldades, e vão ser muitas em 2009, com energia e vontade”, acentuou, referindo-se ao plano de combate à crise aprovado hoje em Conselho de Ministros.
Emprego, investimento e apoio às empresas são algumas das áreas sobre as quais incidem as medidas aprovadas, com um custo de 2.150 milhões de euros, 1.300 milhões dos quais do Orçamento do Estado.
Na cidade alentejana, o primeiro-ministro invocou o crédito fiscal a conceder em 2009 às empresas, bem como o lançamento de mais investimento público, na sua opinião “a melhor resposta que pode ser dada à economia portuguesa no reforço da confiança e na animação económica”.
José Sócrates lembrou as três áreas “decisivas” em que o investimento público deverá ser reforçado com este plano: requalificação e modernização das escolas secundarias e centros escolares, modernização tecnológica na infra-estrutura de banda larga de alta velocidade e lançamento de um programa de eficiência energética através de painéis solares.
“Só podemos fazer este investimento com gosto e convencidos que é a melhor forma de responder à crise, aliás fazendo-o de forma articulada com todos os outros países europeus, num momento em que todos decidiram fazer exactamente o mesmo”, vincou.
O primeiro-ministro justificou ainda a aplicação de tais medidas com o equilíbrio das contas públicas.
“Ter as contas públicas em ordem foi o segredo que nos permite agora dar um passo em frente no sentido de reforçar o investimento e dar uma resposta à crise financeira internacional e às consequências que tem na economia portuguesa”, argumentou.
O governante reafirmou ainda que a prioridade do Governo para contornar a crise é “estabilizar o sistema financeiro”, o que justifica o sistema de garantias aos bancos e os apoios para a sua recapitalização.
“Quero recordar que este sistema é feito, não a pensar em banqueiros, não a pensar em accionistas de bancos, mas nas famílias e nas empresas portuguesas, para que as pessoas possam ir ao banco e encontrar um banco com dinheiro para lhes emprestar”, salientou.

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