Açoriano Oriental
Açores/Eleições
Socialistas vencem há 24 anos mas têm vindo a reduzir percentagem de votos

Os socialistas vencem eleições legislativas nos Açores há 24 anos, mas têm vindo a reduzir a percentagem de votos desde 2004, numa região onde o melhor resultado foi obtido pelo PSD de Mota Amaral.


Autor: AO Online/ Lusa

Na sequência das primeiras eleições legislativas, após a instauração do regime político-administrativo dos Açores que materializou a autonomia, a então Assembleia Regional dos Açores foi eleita pela primeira vez em 27 de junho de 1976.

O resultado foi uma maioria absoluta para o PSD, liderado por João Mota Amaral, que obteve 53,83% dos votos expressos e 27 mandatos, contra 14 do PS. O CDS obteve 7,55% da votação.

Foram então eleitos, no total, 43 deputados, contra os atuais 57 elementos que compõem o hemiciclo.

Em 20 de julho de 1976 teve lugar a abertura da Assembleia Regional dos Açores, tendo comparecido 40 dos parlamentares eleitos.

O primeiro parlamento dos Açores funcionou provisoriamente na Sociedade “Amor da Pátria”, na cidade da Horta, ilha do Faial, e a reunião foi conduzida pelo presidente interino Carlos Bettencourt, que proclamou a constituição da primeira assembleia do arquipélago.

Foi eleito Álvaro Monjardino como presidente, um advogado natural da ilha Terceira, que foi ministro adjunto do primeiro-ministro do quarto Governo constitucional.

Foi o PSD de Mota Amaral, que venceu sempre com maioria absoluta, a obter o melhor ‘score’ eleitoral das legislativas nos Açores, em 1980, assegurando 57,36% dos votos expressos.

O melhor resultado do seu sucessor no Governo Regional dos Açores, o líder socialista Carlos César, que chegou ao poder em 1996, onde se manteve 16 anos, foi em 2004 (56,96%).

Carlos César teve no seu primeiro mandato, em 1996, de governar com uma maioria relativa, uma vez que obteve o mesmo número de mandatos para o parlamento regional do que o PSD.

Foi a única vez que nos Açores foi registada uma maioria relativa nas eleições regionais, com o CDS a aliar-se então ao PS.

César saiu em 2012 e escolheu como sucessor Vasco Cordeiro, atual presidente do Governo Regional, eleito pela primeira vez com 48,98% dos votos, quando defrontou o PSD liderado pela antiga presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada Berta Cabral.

A candidata, segundo os órgãos de comunicação social nacionais, terá sido penalizada pelas medidas de austeridade impostas pelo então primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, no âmbito da intervenção da ‘troika’ em Portugal, obtendo 32,98% dos votos expressos.

Vasco Cordeiro foi reeleito em 2016, com 46,43% dos votos expressos, enquanto os sociais-democratas, liderados na altura pelo antigo eurodeputado Duarte Freitas, conseguiram 30,89% dos votos.

Apesar de vencerem as eleições nos últimos 24 anos, os socialistas têm vindo a reduzir a percentagem de votos conquistados desde 2004.

Depois de obter 49,16% no ano 2000, em 2004 o PS venceu com 56,96% dos votos expressos, em 2008 com 49,96%, em 2012 com 48,98% e em 2016 com 46,43%. Em 1996, na primeira eleição de Carlos César, chegou aos 45,79%.

Os Açores têm vindo a registar, entretanto, os maiores valores de abstenção do país, sendo que nas eleições para a Assembleia Legislativa Regional de 2016 se registou na ilha de São Miguel, a maior e mais populosa, uma taxa de 63,1%, segundo a plataforma Pordata, na sua edição de 2020 do retrato da região.

As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Nas eleições regionais açorianas existem nove círculos eleitorais, um por cada ilha, mais um círculo regional de compensação que reúne os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam à Assembleia Legislativa Regional.


 
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