As autoridades venezuelanas tinham publicado o último balanço a 24 de julho, um mês após os devastadores sismos de magnitude 7,2 e 7,5 no norte do país.
Jorge Rodríguez, irmão da Presidente interina Delcy Rodríguez, informou também que 60.992 pessoas foram tratadas em hospitais do país na sequência dos sismos.
O novo balanço tem uma estrutura diferente dos anteriores, excluindo alguns números, como o de feridos, vítimas e edifícios desabados, mas inclui outros como o número de casas entregues (287), refere a agência de notícias espanhola EFE.
O "boletim informativo semanal", correspondente à "fase de reconstrução", também indica que foram avaliadas 43.679 casas e que, de um total de 41.624, existem 9.866 "com restrições" e 6.433 em "alto risco".
Por outro lado, 25.325 das habitações afetadas são habitáveis, garantiu Jorge Rodríguez.
A ONG venezuelana Provea exigiu hoje ao Governo a atualização do número de mortos e de desaparecidos, este último inalterado desde 25 de junho.
Iniciativas de cidadãos como "Desaparecidos Terremoto Venezuela" denunciaram mais de 29.000 pessoas em paradeiro desconhecido e, segundo a Provea, não existe "um registo público que comprove" os dados.
O Governo e um grupo da oposição, que iniciaram no sábado um processo de diálogo impulsionado pelos Estados Unidos para uma transição, comprometeram-se a abordar esta semana, numa reunião em Caracas, a atenção dada às vítimas dos sismos, bem como temas relacionados com a democracia e as garantias políticas.
O Banco Mundial estima em 19.600 milhões de dólares os danos físicos diretos dos sismos e alertou recentemente que uma reconstrução lenta poderia arrefecer a recuperação económica do país produtor petrolífero ao longo da próxima década.
Mais de um mês depois, dezenas de pessoas continuam à procura de desaparecidos no Estado de La Guaira, ao norte de Caracas, o mais duramente atingido pelos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que provocaram o colapso de pelo menos 190 edifícios.
