Açoriano Oriental
Sindicato volta a pedir "justiça" para ex-trabalhadores da Cofaco nos Açores

O Sindicato das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Comércio, Escritórios, Hotelaria e Turismo dos Açores (SITACEHT/Açores) voltou hoje a pedir "justiça" para os ex-trabalhadores da conserveira Cofaco, no Pico, defendendo que sejam aplicadas majorações de apoios sociais aprovados

Sindicato volta a pedir "justiça" para ex-trabalhadores da Cofaco nos Açores

Autor: LUSA/AO online

Numa nota enviada às redações, o SITACEHT/Açores diz que, tal como o Movimento Sindical Unitário Açoriano, está “extremamente preocupado” com a situação e que voltou a solicitar ao parlamento açoriano para tomar "uma posição de urgência, exigindo ao Governo da República a aplicação das majorações" aos ex-funcionários.

"Foi neste sentido que também solicitámos ao presidente do Governo Regional dos Açores para diligenciar junta da ministra do Trabalho a aplicação das majorações aos trabalhadores da Cofaco do Pico", acrescenta.

Em maio de 2018, a conserveira Cofaco, dona do atum Bom Petisco, encerrou a fábrica da ilha do Pico, despedindo 162 trabalhadores, com o compromisso de abrir uma nova fábrica até janeiro de 2020, com capacidade inicial para 100 trabalhadores e a possibilidade de aumentar o efetivo até 250.

O sindicato tem vindo a alertar para situações de ex-funcionários que perderam o subsídio de desemprego e que ficam "sem qualquer rendimento".

Recentemente, em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical Vitor Silva lamentou que as majorações de apoios sociais para os trabalhadores despedidos, aprovadas há mais de um ano, "ainda não tenham sido aplicadas".

"É neste sentido, que mais uma vez a CGTP/IN vai desenvolver medidas, nomeadamente questionar a ministra do Trabalho, como já fez anteriormente, para saber quando será feita justiça para com estes ex-trabalhadores e as suas famílias", refere a nota.

"Uma parte significativa" dos desempregados da conserveira "já perdeu ou vai perder o subsídio de desemprego nos próximos meses", é referido. Dos trabalhadores que perderam o subsídio de desemprego, alguns estão mesmo sem qualquer rendimento, porque não tiveram direito ao subsídio social de desemprego subsequente ou, em alguns casos, este apoio também está a terminar.

O Movimento Sindical Unitário Açoriano considera "incompreensível e lamentável o facto de ainda não ter sido aplicada a Resolução 242/2018 da Assembleia da República aos trabalhadores da unidade fabril da Cofaco da Madalena, mesmo depois de ter sido aprovada a contemplação da referida resolução no Orçamento do Estado para 2020".

Este instrumento recomenda ao Governo “que institua um regime especial e transitório de facilitação do acesso, majoração de valor e prolongamento da duração de apoios sociais aos trabalhadores em situação de desemprego nos concelhos da Madalena do Pico, Lajes do Pico e São Roque do Pico, na Região Autónoma dos Açores, e a todos os ex-trabalhadores da fábrica Cofaco do Pico”, lê-se na nota.

Além da majoração do subsídio de desemprego em termos de prazo e montante, estão previstos formação profissional para estes trabalhadores e acesso à reforma sem penalização para os trabalhadores com mais de 55 anos.

Para os sindicatos "este é o tipo de comportamento que pouco dignifica a classe política em Portugal": "Não basta propor medidas ou tomar medidas, é preciso ir mais longe, fazendo o acompanhamento e o controlo de execução destas medidas, criando as condições para que elas saiam do papel e se concretizem".


 
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