"Sina" de Lobo Antunes é escrever

"Sina" de Lobo Antunes é escrever

 

Lusa/AOonline   Cultura e Social   30 de Out de 2008, 11:24

O escritor António Lobo Antunes, Prémio Camões 2007, assevera que escrever é a sua "razão de viver", "alegria", "sina", "escolha" mas diz-se "assombrado" com pessoas que escrevem livros em dois meses.
"Escrever é a minha razão de viver, a minha alegria, a minha sina, o que eu escolhi quando tinha 5 anos", disse o autor de "Memória de Elefante (1979) e "Fado Alexandrino".

    Lobo Antunes falava quarta-feira à noite, no seu regresso ao "Café com Letras", iniciativa da Câmara Municipal de Oeiras, para falar do seu novo romance "O Arquipélago da Insónia" publicado este mês pela Dom Quixote e cuja escrita coincidiu com a sua doença.

    Perante uma plateia de várias dezenas de leitores e admiradores da sua obra concentrados no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, o moderador de serviço, Carlos Vaz Marques, jornalista da rádio TSF, teve muita dificuldade em levar Lobo Antunes a esmiuçar este seu novo livro, passado num ambiente rural e "interrompido pela sua doença".

    "Tinha pena de não poder acabar este livro", recorda Lobo Antunes, aludindo ao período em que esteve hospitalizado devido a um cancro.

    Para quebrar o "gelo" inicial, o escritor, que foi recentemente distinguido com o Prémio Literário Juan Rulfo, um dos mais importantes galardões da literatura latino-americana, pela primeira vez atribuído a um autor português, elogiou a arte de entrevistar do moderador e exclamou. suscitando os risos da assistência: "Se ele (Carlos Vaz Marques) fosse mulher levava-me".

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