Sector dos transportes lidera ranking Euronatura


 

Lusa / AO online   Nacional   26 de Nov de 2007, 14:43

O sector dos transportes liderou o ranking anual da Euronatura sobre responsabilidade climática das empresas em 2006, sendo a Carris a que teve melhor desempenho no combate às alterações climáticas dos três sectores analisados.
Apesar de o sector dos transportes ser o que mais contribui para as emissões de gases com efeitos de estufa, foi o melhor naquele ranking, que mediu também o desempenho dos sectores da banca e seguros.

O sector segurador foi o que obteve pior classificação, uma conclusão que a Euronatura considera "caricata" face às perspectivas de este sector vir a sofrer mais danos resultantes dos impactes das alterações climáticas nos bens por si segurados.

Nos transportes, a Euronatura salienta a transparência das práticas das empresas, que enviaram bastante informação sobre o seu desempenho, ao contrário do sector público no qual, de seis ministério, apenas dois (ministérios da Educação e saúde) enviaram o seu questionário.

Tendo em conta as avaliações à estrutura administrativa e supervisão de questões ambientais, à gestão das empresas e auditorias ambientais ou aos inventários dos gases com efeito de estufa, a Euronatura concluiu que, dentro dos transportes, a Carris, Tap e Metro do Porto eram os três melhores classificados.

Numa análise aos transportes, banca e seguros, a Carris foi também a primeira, seguida pelo Banco Espírito Santo (BES), a TAP, o BCP, o banco Totta, o Metro do Porto, os Transportes Luís Simões e a CP.

O projecto "Responsabilidade Climática em Portugal: Índice ACGE 2006", da Euronatura, visa avaliar a resposta das empresas portuguesas ao desafio das alterações climáticas, através de um índice que contempla vários níveis.

Foram escolhidas 40 empresas daqueles três sectores, baseando-se a selecção no volume de negócios e o número de trabalhadores em Portugal.

Comparando os resultados deste ano com estudos anteriores, a Euronatura reconhece que as empresas "já começam a integrar" as alterações climáticas na sua estratégia de crescimento e actuação.

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