Aviação

SATA gasta mais 3,4 ME em combustível

SATA gasta mais 3,4 ME em combustível

 

Lusa/AO online   Regional   14 de Ago de 2008, 18:47

A SATA gastou em combustíveis mais 3,4 milhões de euros do que o previsto no primeiro semestre deste ano, um desvio ditado pelo preço do petróleo que leva companhia a admitir eliminar rotas com baixa ocupação.

    “Em relação ao primeiro semestre de 2008, o nosso consumo orçamentado de 24,2 milhões de euros foi ultrapassado em 3,4 milhões, o que corresponde a um desvio de 13 por cento”, afirmou hoje o presidente do grupo açoriano de transporte aéreo.

    Em entrevista à agência Lusa, António Gomes de Menezes adiantou que, com base nos dados de Agosto, verifica-se que o “desvio tem vindo a aumentar, não só pelo aumento da actividade, mas também pelo aumento do preço que se fez sentir” em Julho e Agosto.

    No último ano, a SATA Air Açores (voos inter-ilhas) e a SATA Internacional (ligações ao exterior do arquipélago) gastaram um total de 47,4 milhões de euros com combustível.

    “Os consumos de combustível aumentaram, de 2006 para 2007, em cerca de oito por cento para a SATA Air Açores e em cerca de 18 por cento para a SATA Internacional”, explicou o presidente da companhia.

    Caso o preço do combustível volte a aumentar, António Gomes de Menezes admite mesmo que a grupo pode optar por eliminar rotas e voos com baixa taxa de ocupação e não sujeitos ao serviço de público de transporte aéreo.

    “Estaremos atentos ao desenvolvimento de cada rota, sendo certo que as naturais candidatas a serem eliminadas são as rotas com baixos load-factors (taxas de ocupação). A persistir uma baixa taxa de ocupação numa rota, não podemos deixar de eliminá-la”, afirmou.

    Fora desta possibilidade estão os voos nos Açores e entre o arquipélago e o resto do país, que estão a sujeitos a obrigações de serviço público.

    Tendo em conta a estratégia da empresa, Gomes de Menezes salientou, porém, que a SATA vai tentar evitar a eliminação de qualquer das rotas que opera actualmente.

    As rotas entre os Açores e a Europa “são estratégicas” para o arquipélago, dado o “desenvolvimento do sector do turismo que se pretende” para as ilhas, alegou.

    Em relação à operação para a América do Norte, o presidente do grupo anunciou que a estratégia passa pela sua “modernização”, através da alteração do formato de charter para regular, que já obteve a “luz verde” do INAC.

    Para uma operação mais eficiente, a SATA está a implementar, desde o início do ano, um conjunto de boas práticas”, em conjunto com uma “green-team” de consultores da IATA, que promoveu uma auditoria transversal às operações do grupo.

    “Grande parte da nossa resposta ao aumento do preço dos combustíveis consiste no investimento numa frota mais eficiente energeticamente”, explicou António Gomes de Menezes.

    Caso dos novos Bombardier Q400, que vão entrar ao serviço no primeiro trimestre de 2010 para os voos na região, que são “extremamente económicos, por serem turbo-hélices de última geração”, disse à Lusa.

    “É interessante notar a expressiva recente aquisição por parte da low-coast alemã Air Berlin de 20 Q400 para a sua frota, por razões de economia de combustível”, exemplificou o presidente da companhia.

    Ao nível da SATA Internacional, a frota vai integrar um quarto e novo A320 em Maio de 2009, que “apresenta uma ímpar eficiência energética para voos de curto e médio curso”.

    Além disso, a SATA está analisar, com as casas da especialidade, a “melhor política” de hedging financeiro dos combustíveis para o próximo ano, anunciou Gomes de Menezes.

    “Na prática, a nossa política de hedging contempla um seguro contra subidas mais drásticas do preço do combustível, limitando os seus efeitos no grupo SATA”, explicou o responsável da SATA.

    A aquisição de combustível pelo Grupo SATA é feita através de concurso aos abastecedores presentes em cada um dos aeroportos onde operam as aeronaves da transportadora aérea açoriana, com cerca de 1.162 funcionários.

    Os contratos de abastecimento são celebrados por um período de um ano, acrescentou o presidente do Grupo SATA.

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