Sarkozy garante que responsáveis por disparos contra polícias serão julgados


 

Lusa/Ao online   Internacional   28 de Nov de 2007, 06:51

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, garantiu hoje que os manifestantes que dispararam contra polícias serão julgados e qualificou de inaceitável a violência que arrasou os subúrbios de Paris nas últimas três noites.
Pela terceira noite consecutiva, grupos de jovens incendiaram terça-feira à noite carros e uma loja nos subúrbios parisienses, e a agitação irrompeu também na cidade de Toulouse (Sul).

    Jovens incendiaram carros e caixotes do lixo em Villiers-le-Bel, epicentro dos tumultos, no norte de Paris, e deitaram fogo a uma mercearia num subúrbio vizinho, disse o governo regional.

    Na cidade de Toulouse (sul), foram incendiados dez carros e uma livraria.

    "Para que fique bem claro: O que aconteceu é absolutamente inaceitável", disse Sarkozy, após um encontro com um capitão da polícia ferido e hospitalizado em Eaubonne, norte de Paris.

    Sarkozy afirmou que quem disparou contra polícias "serão levados perante a justiça".

    De acordo com a página digital do jornal Le Monde, depois de duas noites de violência, regressou uma certa calma hoje de madrugada em Villiers-le-Bel e aos subúrbios limítrofes onde se têm registado distúrbios.

    A prefeitura do departamento afirma que a noite passada foi "muito mais calma", apenas tendo assinalados alguns incêndios em caixotes de lixo e queimadas algumas dezenas de veículos.

    Numerosos apelos à calma foram lançados por responsáveis locais e nacionais que, segundo o jornal, parecem ter sido ouvidos.

    O primeiro-ministro, François Fillon, deslocou-se ao local, terça-feira à noite para justificar o pesado dispositivo policial.

    "A situação está muito mais calma do que nas últimas duas noites, mas mantém-se muito frágil, isso sente-se, e é preciso uma força dissuasiva importante no terreno para impedir que o que aconteceu na noite passada volte a acontecer", afirmou.

    Hoje, no seu regresso de uma visita oficial à China, Nicolas Sarkozy, programou uma reunião sobre a segurança, com a participação do primeiro-ministro, François Fillon, e de vários ministros, do Interior e da Justiça entre outros, segundo o Le Monde.

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