Sampaio quer mais meios para combater tuberculose


 

Lusa/AOonline   Nacional   22 de Set de 2007, 11:56

O Enviado Especial das Nações Unidas para a Luta contra a Tuberculose, Jorge Sampaio, defendeu hoje o reforço dos trabalhdores de saúde a nível mundial para o combate desta pandemia que, em 2005, vitimou 1,7 milhões de pessoas.

Jorge Sampaio falava no Aeroporto Internacional da Madeira, tendo-se deslocado a esta Região Autónoma para participar, como convidado especial, no Conselho Informal dos Ministros do Desenvolvimento, que termina hoje e reuniu durante dois dias representantes dos 27 países da União Europeia.

"Não é possível levar à frente este combate nos países em desenvolvimento sem termos um reforço muito grande dos trabalhadores de saúde, englobando nestes técnicos, enfermeiros, médicos, que têm como função levar à prática todos os mecanismos de prevenção, combate e seguimento dos doentes", afirmou.

 O antigo Presidente da República adiantou que "sem o reforço dos serviços de saúde à escala mundial, até porque faltam milhões de trabalhadores neste sector no mundo, é muito difícil, pois mesmo que tenhamos as políticas correctas não temos maneira de as implementar".

Jorge Sampaio considerou haver um défice de quatro milhões de trabalhadores dos serviços de saúde em todo o mundo.

Acrescentou que este ponto de vista tem vindo a ser acolhido na União Europeia e nas reuniões do G8, sustentando que, se este reforço não se verificar, será "difícil cumprir as metas do desenvolvimento do milénio, nomeadamente no que diz respeito à tuberculose".

Defendeu também a necessidade abolsuta de coordenação dos programas a nível nacional de luta contra a tuberculose, "de modo a que todos aqueles que intervêm tenham a perspectiva de estar a trabalhar para o mesmo objectivo".

 Referiu ainda ser cada vez mais evidente que a causa de morte dos doentes com HIV/Sida é a tuberculose, sobretudo em África.

  "A União Europeia, G8, doadores internacionais e fundações não devem dispersar os seus apoios para garantir que os mesmos tenham maior eficácia", alertou ainda Jorge Sampaio.
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