Açoriano Oriental
Covid-19
Rússia regista novo máximo com 21.798 novos casos nas últimas 24 horas

A Rússia registou 21.798 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo recorde diário desde o início da pandemia, informaram as autoridades de saúde do país.


Rússia regista novo máximo com 21.798 novos casos nas últimas 24 horas

Autor: Lusa/AO Online

No último dia morreram 256 pessoas por causa do vírus, o que aumentou o número total de óbitos para 30.793, segundo as estatísticas oficiais.

Moscovo, o maior foco de infeção do país, somou 6.897 novos casos, também o máximo diário desde o início da pandemia, e ainda 72 vítimas mortais.

A capital russa acumula 7.361 óbitos, que representam 22,4% do total registado no país.

Para conter a epidemia, a Câmara Municipal de Moscovo ordenou o regime de teletrabalho para, pelo menos, 30% da força de trabalho de empresas e organizações nos casos em que não afete o seu funcionamento, recomendando àqueles com mais de 65 anos e aos doentes crónicos que fiquem em casa.

As autoridades da capital, que já habilitaram vários hospitais provisórios, asseguram que as infraestruturas sanitárias de Moscovo, com cerca de 13 milhões de habitantes, estão em condições de suportar a nova vaga de covid-19.

Na segunda cidade russa mais afetada pela epidemia, São Petersburgo, a antiga capital imperial, foi registado um novo máximo diário de positivos (1.403) e ocorreram 19 mortes no último dia.

O governador da província de Moscovo, Andréi Voroviov, admitiu hoje que o sistema sanitário desta entidade federada, com cerca de sete milhões de habitantes, está “pressionado” pela situação epidémica.

Voroviov explicou que os idosos precisam de mais tempo nos hospitais e por isso é necessário protege-los com novas medidas preventivas, possivelmente anunciadas ainda hoje.

A província de Moscovo é, depois da capital e São Petersburgo, a terceira entidade da Federação Russa mais afetada pela epidemia do novo coronavírus e acumula 92.184 casos e 1.714 mortes.

O governador russo descartou por agora a imposição de medidas drásticas, como o recolher obrigatório ou o confinamento, que já são aplicadas em vários países europeus.


 
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